Apostando em projeto elétrico, empresa norte-americana encomenda 100 Cessna Grand Caravan EX

A Surf Air Mobility, empresa aérea norte-americana que está introduzindo uma forma mais sustentável de se voar através de aeronaves híbridas elétricas, informou ontem (20) a compra de 100 unidades do monomotor Cessna Grand Caravan EX. O acordo ainda permite que a Surf Air amplie o pedido para mais 50 aeronaves, totalizando 150.

De acordo com a Textron Aviation, as primeiras unidades serão entregues a partir do segundo trimestre de 2022. Após o recebimento, o planejamento da Surf Air é substituir todos os motores turboélice Pratt & Whitney PT6 que equipam os Cessna Caravan em motores de propulsão híbridas elétricas até 2024.

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“A tecnologia de propulsão elétrica híbrida, implantada em escala para benefícios ambientais e comerciais, é uma parte importante do futuro das viagens”, apontou Ron Draper, presidente e CEO da Textron Aviation. O executivo ainda destacou que a parceria com a Surf Air Mobility alavanca as capacidades de desempenho únicas do Caravan nas operações de passageiros e carga e continua a demonstrar a adaptabilidade da aeronave para as mais variadas missões.

“Sabemos por experiência própria que as pessoas procuram viagens regionais mais rápidas e acessíveis e estamos trabalhando para acelerar a adoção do voo elétrico híbrido pela indústria. Acreditamos que reduzir significativamente as emissões dessa categoria de aeronaves será o maior passo que podemos dar em direção à descarbonização nesta década”, disse Sudhin Shahani, cofundador, presidente e CEO da Surf Air Mobility.

A introdução dessa nova tecnologia visa:

  • Reduzir os custos operacionais diretos em aproximadamente 25% e as emissões de carbono em aproximadamente 25%;
  • Fornecer desempenho semelhante ao atual motor do Cessna Grand Caravan EX quando operado da mesma forma em aplicações de carga, passageiros e missões especiais;
  • Sem a necessidade de estações de recarga, a aeronave deve estar imediatamente operacional em mais de 5.000 aeroportos de uso público nos EUA;
  • Reduzir o impacto ambiental das viagens aéreas e abrir caminho para futuras gerações de aeronaves ainda mais sustentáveis;
  • Aprimorar a capacidade de uma nova rede de rotas ponto a ponto que torna os voos diretos mais baratos e acessíveis para mais pessoas em mais lugares.
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