737 MAX se torna espinha dorsal em primeiro lucro trimestral da Boeing após 2 anos de prejuízos

Gabriel Benevides

Epicentro de uma das maiores crises da história na Boeing, o 737 MAX agora se tornou peça-chave para o quebra-cabeça da Boeing ao ver resultados positivos pela primeira vez em dois anos.

O Fabricante agora vê a possibilidade de um salto em novos pedidos e fabricação mensal do MAX, mas dependerá da China para ter um maior sucesso, já que o jato se encontra proibido de voar no país asiático desde março de 2019, o que pode mudar diante do panorama desafiador pós-pandemia.

De acordo com os dados da Boeing, a receita do fabricante norte-americano durante o 2º trimestre de 2021 registrou um faturamento de US $958 milhões na divisão de defesa, US $531 milhões positivos na sua divisão de serviços e um prejuízo de US $472 milhões na sua divisão comercial. 

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Desde o fim da suspensão das restrições de aterramento do 737 MAX em novembro de 2020, a Boeing já entregou mais de 130 unidades do MAX e atualmente está fabricando 16 unidades do jato, com a meta de cumprir 31 unidades do MAX por mês até o primeiro trimestre de 2022. 

Apesar das boas notícias com o 737 MAX, a Boeing deverá por ora, concentrar as suas preocupações com o 777-X, já que o programa está em atraso, o que pode gerar perda de pedidos de alguns de seus clientes ou substituição do 777-X por outros modelos do fabricante, como o 787, por exemplo.

A Boeing também espera uma trégua nas tensões diplomáticas entre os chineses e norte-americanos, já que o fabricante tem um quarto dos aviões fabricados no último ano vendidos para a China, o que poderá alavancar diretamente a produção do MAX caso haja até o final, o fim das restrições de voo do 737 MAX no país asiático. 

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