Emirates apresenta seus resultados de 2020 e 2021

Guilherme Dotto

Nesta terça-feira (15), o Grupo Emirates anunciou seu primeiro ano de perda em mais de 30 anos, causada por uma queda significativa na receita, totalmente atribuída ao impacto das restrições de voos e viagens relacionadas à pandemia durante todo o ano financeiro de 2020-2021.

Em seu Relatório Anual 2020-2021, foi mostrado a perda de AED 22,1 bilhões (US$ 6,0 bilhões) no ano financeiro encerrado em 31 de março de 2021, em relação ao lucro de AED 1,7 bilhão (US$ 456 milhões) no ano anterior. A receita do Grupo foi de AED 35,6 bilhões (US$ 9,7 bilhões), representando queda de 66% em relação aos resultados do ano anterior. Já o saldo de caixa do Grupo foi de AED 19,8 bilhões (US$ 5,4 bilhões), queda de 23% em relação ao ano anterior.

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“A pandemia continua causando um grande impacto nas vidas das pessoas, comunidades, economias e no setor da aviação e viagens. Nossas principais prioridades ao longo de 2020-2021: a saúde e o bem-estar dos nossos colaboradores e dos nossos clientes, preservando o caixa, controlando os custos e retomando as nossas operações com segurança e sustentabilidade. A Emirates recebeu uma injeção de capital de AED 11,3 bilhões (US$ 3,1 bilhões) do nosso acionista principal, o governo de Dubai, e a dnata participou de vários programas de apoio ao setor e obteve a ajuda total de quase AED 800 milhões. Isso nos ajudou a manter as operações e a grande maioria da nossa equipe. Infelizmente, ainda assim, tivemos que tomar a difícil decisão de diminuir nossa força de trabalho devido aos requisitos operacionais reduzidos”.

disse o Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO da Emirates Airline e do Grupo Emirates

Pela primeira vez na história do Grupo, foram implementadas redundâncias em todas as partes do negócio. Com isso, a força de trabalho total do Grupo foi reduzida em 31%, atingindo 75.145 colaboradores, representando mais de 160 nacionalidades diferentes.

Mantendo um rígido controle dos custos em todo o Grupo, as obrigações financeiras foram reestruturadas, os contratos foram renegociados, os processos examinados e as operações foram consolidadas. As várias iniciativas de redução de custos geraram a economia estimada de AED 7,7 bilhões durante o ano.

Em 2020-2021, o grupo investiu coletivamente AED 4,7 bilhões (US$ 1,3 bilhão) em novas aeronaves e instalações, aquisição de empresas e novas tecnologias para preparar os negócios para a recuperação e o crescimento futuro. Também continuou investindo recursos em iniciativas ambientais e apoiando comunidades e programas de incubadoras que estimulam o talento e a inovação para impulsionar o crescimento futuro do setor.

A Emirates recebeu três novas aeronaves A380 durante o ano financeiro e retirou gradualmente 14 aeronaves mais antigas de suas operações: 9 aeronaves Boeing 777-300ER e 5 aeronaves A380; desta forma, sua frota total contava com 259 aeronaves no final de março. A idade média da frota da Emirates permanece em 7,3 anos.

Os pedidos para 200 aeronaves permanecem inalterados no momento. A companhia aérea permanece comprometida com sua estratégia de operar uma frota moderna e eficiente, o que reforça a promessa da sua marca “Fly Better”, já que as aeronaves jovens são melhores para o meio ambiente, para as operações e para os clientes.

Durante o ano, a Emirates reativou sua parceria estratégica de codeshare com a flydubai, e firmou acordos com os novos parceiros TAP Air Portugal, FlySafair e Airlink na África do Sul, para expandir a conectividade de seus clientes.

“Ninguém sabe quando a pandemia vai acabar, mas sabemos que a recuperação será irregular. As economias e empresas que tinham uma posição forte no início da pandemia estarão mais preparadas para se recuperar. Até 2020-2021, a Emirates e a dnata tinham um histórico de crescimento e lucratividade, com base em sólidos modelos de negócios, investimentos constantes em capacidade e infraestrutura, fortes iniciativas para inovação e um grande grupo de talentos liderado por uma equipe de liderança estável”.

complementou Ahmed bin Saeed Al Maktoum

Por fim, o Sheikh Ahmed disse: “No próximo ano, continuaremos adotando uma abordagem ágil para responder ao mercado dinâmico. Nosso objetivo é recuperar nossa capacidade operacional total o mais rápido possível para atender aos nossos clientes e continuar contribuindo para a reconstrução das economias e comunidades afetadas pela pandemia”.

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