FAA solicita nova inspeção no 737 MAX

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A FAA, agência reguladora da Aviação Civil nos Estados Unidos, anunciou hoje (04) que será necessário mais uma inspeção em alguns Boeing 737 MAX que ficaram estocados. Dessa forma, a agência emitiu uma nova “Diretriz de Aeronavegabilidade”, onde constam os detalhes dessa nova verificação.

Quando as aeronaves ficam sem voo por um longo período, é natural que alguns componentes possam começar a apresentar algum desgaste. A frota mundial de 737 MAX ficou sem voar por mais de dois anos, e muitas companhias aéreas escolheram locais de armazenamento quentes e secos em desertos justamente para proteger seus aviões.

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Apesar dos problemas anteriores que fizeram a aeronave ser groundeada, essa nova verificação é de simples resolução e deve afetar poucas unidades. Algumas das aeronaves com o motor CFM LEAP-1B deverão passar por análise dos componentes com corrosão. Entretanto, mesmo com baixo grau de complexidade, essa falha pode levar à diminuição de potência, justificando a preocupação imediata.

“Em abril, a FAA recebeu um relatório da fabricante CFM reportando vários casos de falhas na ‘Pressure Sub System (PSS)’. O fabricante relatou que essas falhas ocorrem desde outubro do ano passado, como resultado da corrosão do transdutor de pressão após longos períodos de armazenamento. A investigação do fabricante concluiu que certas unidades, ao serem expostas a condições específicas, tornam esses transdutores mais suscetíveis a falhar.”

Para corrigir o problema, a FAA recomenda que os motores onde a PSS tenha recebido menos de 15 horas de energia elétrica nos últimos 90 dias sejam verificados. Uma segunda opção, é que as companhias aéreas simplesmente forneçam energia à unidade PSS até que ela tenha acumulado pelo menos 15 horas.

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