Boeing prevê mercado aeronáutico forte na América Latina e Caribe até 2039

Guilherme Dotto

Em pronunciamento nesta quinta-feira (25), a Boeing, multinacional norte-americana de desenvolvimento aeroespacial e de defesa, projetou uma demanda de 2.610 novas aeronaves na região da América Latina e Caribe ao longo das próximas duas décadas.

Refletindo no impacto de curto-prazo da pandemia, assim como os fundamentos de longo prazo para viagens aéreas, a fabricante acredita que as empresas terão necessidade de aeronaves comerciais com apenas um corredor, representando assim 90% dessa demanda, o que reflete a expansão de oportunidades acessíveis de viagem por toda a região.

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Esse mercado de 20 anos para aeronaves comerciais está estimado em US$ 365 bilhões, de acordo com a análise Commercial Market Outlook 2020 (CMO) da Boeing, uma previsão anual da demanda por aviões e serviços comerciais, além da visão da companhia sobre as dinâmicas do mercado no curto, médio e longo prazo.

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“Apesar da indústria de aviação em toda a América Latina e Caribe ter sofrido consideravelmente durante a pandemia, os impulsionadores fundamentais ao crescimento na região permanecem robustos. Sobretudo a América do Sul tem um potencial mercadológico considerável a ser desbravado para aumentar as viagens aéreas, devido à expansão econômica e uma vasta área geográfica melhor atendida.”

afirma Ricardo Cavero, vice-presidente de vendas para a América Latina e Caribe.

Até 2039, o crescimento do tráfego de passageiros em toda a região está projetado em 5,1% por ano, com crescimento anual da frota de aviões em 3,5% na medida em que a companhias aéreas melhoram a utilização da frota e gerenciam fatores de carga mais elevados.

A Boeing planeja que o número de pessoas viajando dentro da América do Sul ultrapassará o fluxo de tráfego entre a América Central e do Norte durante o período da previsão.

Globalmente, a Boeing projeta a necessidade de 43.100 novos aviões comerciais e uma demanda por serviços pós-vendas equivalente a US$ 9 trilhões nas próximas duas décadas.

É estimado que o tráfego de cargas aéreas cresça 4% ao longo de 20 anos, devido à expectativa de uma produção industrial sólida e ao comércio internacional. As aeronaves cargueiras continuarão sendo a espinha dorsal da indústria de carga, gerando a demanda por 930 cargueiros novos e 1.500 convertidos neste período.

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