GOL espera retomar voos com o Boeing 737 MAX até o final de dezembro

Durante a apresentação dos resultados financeiros do terceiro trimestre, a GOL divulgou suas perspectivas para o último trimestre do ano, tanto para frota e número de voos. Em relação a frota, foram abordados pontos sobre leasing e o retorno do Boeing 737 MAX nas operações da companhia.

A GOL “finalizou renegociações com seus parceiros lessores de aeronaves, proporcionando à GOL obter reduções nos valores de arrendamentos atuais e futuros, convertendo uma parcela dos pagamentos mensais de fixos para variáveis (power-by-the-hour). Os acordos da GOL são ajustados à recuperação da demanda para o restante de 2020 e para 2021 e, também, representarão uma efetiva economia na estrutura de custos unitários da Companhia. Esses contratos possuem aluguéis mais baixos no médio e no longo prazos, evitando aumento de custos com acordos onerosos de simples diferimento. A economia total estimada de fluxo de caixa nos próximos doze meses, para esses ajustes contratuais com nossos parceiros de arrendamento de aeronaves, deve ultrapassar R$1,2 bilhão.”

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A GOL encerrou o terceiro trimestre com 129 aeronaves, entre Boeing 737 NG e MAX. Entretanto, sete são do novo modelo MAX, que seguem fora de serviço. Em relação ao modelo, a companhia estima que até final de dezembro, possam estar de volta as operações.

Em 6 de outubro, a Federal Aviation Administration (FAA) publicou um relatório preliminar do Flight Standardization Board (FSB) sobre o treinamento proposto para pilotos do Boeing 737 MAX, no qual a agência estabeleceu meia dúzia de etapas processuais que precisarão ser preenchidas antes da FAA conceder a aprovação final para as empresas aéreas novamente voarem nessa aeronave. O relatório incorpora as recomendações do Joint Operations Evaluation Board (JOEB), que recentemente se reuniu. O JOEB é composto por autoridades da aviação civil dos Estados Unidos, Canadá, Brasil e União Europeia. Em 26 de outubro, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) confirmou que também está próxima de conceder sua liberação integral.

“Continuamos em contato com a FAA, a ANAC e a Boeing sobre o processo de certificação e continuaremos atualizando nossos planos com base na data de certificação da aeronave. A aprovação regulamentar do retorno do MAX ao serviço está sujeita ao trabalho contínuo da Boeing com a FAA, que determinará o tempo de retorno. Após a decisão da FAA, trabalharemos em estreita colaboração com a Boeing e com a FAA para treinar nossos pilotos e reiniciar o serviço, sempre com segurança, das sete aeronaves MAX atualmente em nossa frota, e preparar para as entregas futuras de 95 aeronaves MAX adicionais”, comentou Paulo Kakinoff, presidente da GOL.

Ainda de acordo com o relatório, a GOL não oferece garantias de que as estimativas e cronogramas atuais sejam cumpridos para o retorno do Boeing 737 MAX nas operações da companhia. Ao todo, são 95 pedidos restantes para serem entregues, sendo 73 da versão MAX 8 e 22 do MAX 10.

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