Lufthansa substituirá temporariamente o 747-8 pelo A350 em Frankfurt

Guilherme Dotto
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Por toda a Europa, as companhias aéreas estão em pleno processo de retomada de suas operações em meio a pior crise que já afetou a indústria da aviação. Para repor os voos e serviços de acordo com a demanda, há desafios que com o tempo tem mostrado um bom equilíbrio.

Para atender as necessidades incomuns, muitas companhias aéreas tiveram que alterar seus horários e aeronaves para um melhor aproveitamneto do voo. Com isso, neste inverno, a Lufthansa deve basear quatro aeronaves de sua frota de Airbus A350-900 em Frankfurt (FRA), jato normalmente baseado em Munique (MUC), seu segundo HUB.

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A aeronave bimotora substituirá o Boeing 747-8 e o Airbus A340-300 em rotas selecionadas. o A350 permanecerá em seu principal HUB, na cidade de Frankfurt até março de 2021.

O jato bimotor substituirá nos próximos meses a Rainha dos céus, nos voos para Chicago e Los Angeles. A Lufthansa substituirá também o Airbus A340-300 em sua rota para o aeroporto Haneda em Tóquio. Com os voos sendo operados na base Frankfurt, a companhia enfrenta também um outro problema, levar seus tripulantes de A350 de Munique até o maior HUB da companhia.

Para a companhia alemã, voar o jato francês em sua principal sede é uma conquista. Com suas operações reduzidas na temporada de inverno de 2020/2021, dos 16 jatos Airbus A350-900, somente 7 serão usados nos voos em MUC, deixando 9 aviões em solo.

Utilizando apenas quatro aeronaves do modelo em FRA, a companhia afirma que o A350-900 consome 12% menos do que o Boeing 747-8, aumentando sua eficiência de consumo de combustível, reduzindo também as emissões de CO2.

Já nos voos onde o A340 dará lugar ao seu irmão bimotor, acredita-se que haja ainda mais eficiência de combustível devido as novas tecnologias de motor e aerodinâmica.

Com esta mudança, a companhia ganha em dois fatores. A emição reduzida de CO2, e o menor valor para o abastecimento de suas aeronaves. Em meio à crise, foi uma mudança onde há o corte de gastos, principalmente para a Lufthansa que já recebeu um auxílio de €9 bilhões (US$ 10,6 bilhões) do governo alemão.

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