Falta de definições marcam a retomada das companhias low cost na Argentina

A companhia aérea de baixo custo JetSmart, da Argentina, realizou no último dia 9 o primeiro de um total de quatro voos especiais de repatriação para o Chile, todos programados para mês de outubro com às próximas saídas dias 16, 23 e 30 partindo do Aeroporto de Ezeiza (EZE). A outra empresa da baixo custo do país, a Flybondi, espera por definições para voltar a operar.

Mesmo com a esperança do ministro dos Transportes da Argentina, Mario Meoni, na continuação das operações das low cost no Aeroporto El Palomar (EPA), oficialmente o governo ainda não confirmou se realmente será encerrado definitivamente as operações por lá. No entanto, as empresas low cost se preparam para voltar de forma gradual suas atividades.

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A JetSmart, companhia aérea controlada pelo fundo Indigo Partners, teve todas suas operações suspensas no El Palomar desde o início da pandemia, decretada em março na Argentina.

No entanto, em parceria com o governo federal, realizou diversos voos de repatriação partindo de Ezeiza. Agora com a retomada programada de suas operações, aguarda confirmação se irá manter seus voos no El Palomar ou se irá concentrar seus serviços a partir de Ezeiza.

Além disso, o aeroporto da região central de Buenos Aires, Aeroparque (AEP), também poderá ser operado pela JetSmart, depois que adquiriu a Norwegian Air Argentina no final do ano passado.

Simpatizante com a ideia de manter as low cost no El Palomar, o ministro Mario Meoni, se reuniu com os prefeitos de Morón, Hurlingham, Ituzaingó e Três de Febrero, com garantias que o antigo aeródromo militar permaneceria operacional, com o objetivo de conservar todas as ofertas de trabalhos atuais geradas: mais de 1000 pessoas diretamente, sendo que 80% delas moram na área.

O CEO da Flybondi Esteban Tossutti, ressaltou que as low cost precisam de certezas tendo em vista que esse setor é regido por um planejamento rígido, com antecipação de vendas e coordenação de múltiplos processos logísticos tanto em termos de protocolos como para quais destinos e frequências podem operar, todas as decisões devem ser tomadas pela secretaria de Transportes e pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Nesta semana, foram retomadas algumas rotas internacionais na Argentina, inclusive para o Brasil com a Aerolineas Argentinas, que voltou a ligar São Paulo (GRU) a Buenos Aires (EZE).

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