Em todo o mundo, somente 35 747s que transportam passageiros estão em operação

Guilherme Dotto
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Com o passar do tempo, muitos muitos fatores acarretaram com a rápida aposentadoria dos Boeing 747. Em muitas companhias aéreas, o principal fator para a redução da operação da rainha dos céus no mundo, se deu por razões ambientais e econômicas.

Em adição a estes fatores, em 2020, o mundo veio a enfrentar a pandemia, que dizimou de vez a frota de 747 que ainda havia pelo mundo, fazendo com que a demanda baixa de passageiros, não sendo necessária a sua operação, agilizasse mais o processo de aposentadoria dos Jumbos.

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Mesmo antes da pandemia, a retirada dos quadrimotores de operação já era confirmada. A indústria de aviação mundial, já vinha colocando a sustentabilidade em primeiro plano, um fator não presente nos B747, com seus quatro motores. Com a chegada da pandemia, o Jumbo foi colocado pelas companhias aéreas, na frente da fila de retirada.

Como noticiado pelo Contato Radar, a British Airways realizou hoje a despedida da aeronave quadrimotora, que decolou pela última vez do Aeroporto de Heathrow em Londres.

De acordo com o estudo realizado pela Cirium, especialista em análise de viagens e aviação, há no mundo 492 aeronaves Boeing 747 que podem estar em operação, armazenadas ou estão encomendadas. Deste número, 157 são aeronaves para passageiros, onde somente 35 estão operacionais, e as outras 122 aeronaves estão estocadas.

O Boeing 747-400 para transporte de passageiros, é o Jumbo com maior número em operação, onde 21 dos 35 são do seu modelo. Dos quadrimotores configurados para passageiros, a Lufthansa é sua maior operadora.

Já na sua versão cargueira, a situação é completamente diferente. Em todo o mundo, há 335 aeronaves operáveis, onde somente 23 estão estocadas e 14 ainda estão para serem entregues.

O resultado da grande quantidade de carga pelo mundo, faz com que os Jumbos cargueiros sejam muito utilizados devido à falta de capacidade em outras aeronaves de carga.

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