Delta estima aposentar mais de 200 aeronaves ainda este ano

Guilherme Dotto
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Com intenção de simplificar sua frota, Delta aposentará mais de 200 aeronaves até o final de 2020, e pelo menos 383 até 2025.

Até o final deste ano, o número de aposentadorias crescerá 18 aeronaves. Com a saída dos Boeing 777, já anunciado pelo Contato Radar, o restante das aeronaves de saída da Delta provavelmente será composto de Bombardier CRJ-200s e alguns 767-300ERs.

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Até o atual momento, a companhia aérea americana ja aposentou as seguintes aeronaves:

26 McDonnell Douglas MD-90; 7 Boeing 767-300ER; 10 Airbus A320; 47 McDonnell Douglas MD-88 e 10 Boeing 737-700. Dentre as aeronaves citadas, não estão incluídas as aeronaves que serão aposentadas ou que foram retiradas de operação em outros momentos.

Ao todo, quatro famílias de aeronaves estão saindo das operações da Delta. Com a saída dos (MD-90, MD-88, 737-700 e 777s) ainda este ano, a norte-americana ainda tem como meta a simplificação de frota, mudando assim sua frota variada, que teve início após a fusão com a Northwest Airlines em 2008.

O planejamento da Delta até 2025, é aposentar 383 aeronaves. Além das aeronaves mencionadas acima, os 125 CRJ-200s, 91 Boeing 717s e 49 Boeing 767-300ERs serão retirados de operação. Os jatos regionais CRJ-200s partirão em dezembro de 2023 e as duas últimas frotas sairão em dezembro de 2025.

Como mencionado pelo presidente da Delta, Glen Hauenstein, com a retirada de seus B777 e B767, a companhia visa uma nova frota de widebody, contendo os Airbus A330 e A350. Com este cronograma, a empresa contará com custos de assento mais baixos e novos aviões, que proporcionarão uma melhor experiência ao cliente.

Em um acordo com a Airbus, foi acertado o adiamento e a reprogramação das entregas das aeronaves. No entanto, a companhia aérea ainda tem pedidos para mais de 200 aeronaves, incluindo os Airbus A220, A321, A321neo, A330-900neo e A350.

No acordo feito com a fabricante francesa, serão reduzidos os compromissos de compra da companhia aérea em mais de US$ 2 bilhões em 2020 e contará uma economia de US$ 5 bilhões até 2022.

Em sua atualização de frota, cada aeronave terá seu substituto. Os Airbus A350 substituirão 777, enquanto os A330neos vão cobrir as rotas do B767. Os A220 cumprirão os voos do 717.

Sem intenções de novas encomendas, o plano da companhia aérea é atingir o seu equilíbrio na primavera de 2021, e pagar sua dívida, com intuito de chegar a um balanço patrimonial com grau de investimento.

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