Airbus comemora marca de 1500 A330 entregues, jato de sucesso no Brasil

O primeiro jato com capacidade de voar longas distâncias da Airbus, atingiu um grande marco. A fabricante europeia está comemorando a produção do seu 1500º A330 que será entregue para a Delta Air Lines.

O seu primeiro voo aconteceu em 1992, tendo a versão 300 como pioneira do programa A330. No Brasil teve não só sucesso, mas como marcou a história de um dos principais aeroportos brasileiros, Congonhas, em São Paulo.

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TAM

Isso porque, nos anos 90 quando a TAM ainda estava crescendo no mercado aéreo no meio de renomadas companhias, VARIG, VASP e Transbrasil, dava um salto para o futuro. Anunciava a aquisição dos modernos Airbus A320 e A330, que naquela época, era como estar adquirindo um A350 nos dias de hoje.

E para agitar o mercado, a TAM levou três A330 para Congonhas, marcando assim os maiores jatos que já pousaram no aeroporto central paulista. O primeiro, em março de 1998, do protótipo que estava em testes na América do Sul e também presente na FIDAE daquele ano. E em novembro, quando a TAM recebeu os dois primeiros, PT-MVA e PT-MVB.

A companhia do Comandante Rolim chegou a ter um total de 22 exemplares ao longo de 18 anos de operações com o equipamento, que foi aposentado de forma oficial em 2016. Os Airbus A330 na TAM tiveram um papel muito importante na construção da malha internacional da companhia. Com ele, a TAM pousaria pela primeira vez em Miami, Nova York e Paris. E depois, todos os outros destinos internacionais importantes que hoje são operados pelos Boeing 767-300, 777-300 e os modernos Airbus A350.

Sem os Airbus A330, a TAM não teria crescido no mercado internacional brasileiro, que começou a ser abandonado pelas companhias mais antigas, como VARIG e VASP no início do século XXI. O alto padrão para a época, com monitores individuais nas poltronas, classes executivas e primeira com mais conforto, deixava portanto, a TAM à frente das concorrentes.

Sua jornada foi encerrada com a substituição pelos Boeing 767-300ER novos que a LAN estava desfazendo em detrimento dos 787 Dreamliner. Entretanto, a TAM não foi a única brasileira a operar com o Airbus A330. O jato teve passagens por duas outras companhias, e ainda continua em atividade pelos céus brasileiros.

Avianca Brasil

A Avianca Brasil foi a segunda companhia aérea brasileira a utilizar os Airbus A330 no país. Porém, com uma curiosidade: o primeiro A330 recebido, era um A330-200F (cargueiro), sendo o primeiro e único na versão cargueira que recebeu a matrícula brasileira, de PR-ONV.

Entre 2014 e 2017, a Avianca Brasil operou apenas com este A330 cargueiro. E somente em março, que recebeu o primeiro A330-200 na versão de passageiros, PR-OCX, para dar início nas suas operações internacionais de longa distância. Naquele ano, a companhia receberia outros três, PR-OCG em maio, PR-OCK em julho e PR-OCJ em novembro.

Já no ano seguinte, a companhia receberia um quinto A330-200, de matrícula PR-OBS. Que diferentemente dos demais, este ostentava a pintura antiga da Avianca Colômbia além de possuir o antigo anterior da companhia. Finalizando assim com seis Airbus A330 na frota.

Mas a história dos widebodies da Avianca Brasil não duraram muito. Impulsionada pela crise que levou a sua recuperação judicial, teve seus aviões apreendidos a pedidos dos proprietários. Os PR-OBS e PR-ONV, foram entregues para a Avianca Colômbia. Encerrando assim, em 2019, a jornada dos A330 pela companhia brasileira.

Azul

Ainda era Copa do Mundo de futebol no Brasil, quando a Azul marcava o seu próprio gol. Recebeu em junho de 2014, o seu primeiro Airbus A330-200, de sete inicialmente previstos.

Diferentemente da TAM e Avianca, o primeiro widebody da Azul veio com matrícula estrangeira, do lessor proprietário do jato, EI-FEL. Somente após a nacionalização, que recebeu finalmente, a matrícula PR-AIZ.

Conhecida pelas suas pinturas especiais diversificadas, os A330 da Azul não poderiam ficar de fora. Logo no segundo A330 recebido, PR-AIV, levaria a bandeira do Brasil estampada em toda a fuselagem, para levar as cores brasileiras por onde passaria fora do país.

Em 2014, a Azul fechava o ano com incríveis cinco A330. No ano seguinte, receberia outros dois, PR-AIU e PR-AIT que assim como o PR-AIV, também receberam pinturas especiais. O primeiro, Azul Viagens e o segundo TudoAzul, empresas filiais da Azul.

Já em 2019, a companhia dava mais um importante passo. Recebeu os dois primeiros A330-900neo, de um total de cinco previstos em um acordo com sua ex-parceira TAP Air Portugal. Os novos jatos, que levam mais passageiros e cargas que os anteriores 200, seriam usados para ampliação da malha internacional da Azul.

Entretanto, devido a pandemia, a companhia ainda não recebeu os outros três A330-900neo, que ainda aguardam em Toulouse, na fábrica da Airbus, seus respectivos voos de entrega. Além disso, em 2019, recebeu um Airbus A330-200 que operou na Avianca Brasil, como PR-OCJ. O jato foi devolvido na semana passada para o lessor.

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