Da preparação ao check externo: a rotina dos pilotos de um A321neo

A maioria dos passageiros não tem ideia de todo o preparo por trás de um voo. Nesta semana a convite da Azul, voamos com o seu mais novo Airbus A321neo de prefixo PR-YJB, de Belém (BEL) para Campinas (VCP).

Sob o comando do experiente comandante Rodrigo que está voando na companhia há onze anos, que começou a carreira como co-piloto nos ATR 72 onde optou ficar até começar a voar nos A320/A321neo da companhia. E o primeiro oficial Thiago que também iniciou sua carreira na Azul voando ATR 72, por três anos e meio até migrar para os Airbus A320/A321neo.

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Eles foram os responsáveis pela segurança do voo como um todo. Antes da nossa partida, dentro da cabine eles fizeram toda a preparação técnica do avião, bem como a inserção dos dados do voo, navegação, cálculos de performance, análise de meteorologia da rota, configuração dos instrumentos, rádios e radares. Além das coordenações de autorizações junto aos controles de tráfego aéreo, checagem do carregamento da aeronave etc.

Antes da nossa partida, o primeiro oficial Thiago convidou o Contato Radar para acompanhar o check externo realizado por ele ao redor do A321neo. Um voo comercial como o AD4375 em que voamos, uma equipe de profissionais auxiliam nossos experientes pilotos para que tudo esteja de acordo antes das 17:05. Horário previsto para nossa saída. Mesmo com a inspeção do mecânico que vistoria a aeronave ao chegar na posição de parada, o piloto também faz uma ronda externa para checar se não tem nenhum vazamento de óleo, combustível ou qualquer avaria que pode colocar em risco a segurança do nosso voo.

Com a checagem externa finalizada, o primeiro oficial Thiago retorna a cabine para finalização dos procedimentos para inicialização do push-back que foi realizado pontualmente. Minutos depois ganhamos os céus do Pará rumo à Campinas. Logo na subida pegamos um pouco de turbulência até chegar em altitude de cruzeiro. O voo até Viracopos teve pouco mais de 3 horas de duração.

O A321neo seguiu o resto do caminho pelo piloto automático, que liberou os tripulantes de tarefas manuais, deixando-os focados na alta carga de trabalho envolvida na decolagem e pouso.

Instruções e restrições devem ser cumpridas pelos pilotos, de altitude, velocidade, conforme o procedimento antecipado ainda em solo, ou seguindo novas necessidades do órgão de controle. 

A cada nova fase de voo (decolagem, subida, cruzeiro, descida etc) são executados novos briefings e check lists para configurar a aeronave de acordo com as condições especificas de cada momento. A Azul prescreve em seu manual de operações a rotina padrão a ser adotada, assim como cada modelo de aeronaves possui suas particularidades. No entanto, em situações dentro do padrão, os pilotos ficam liberados para tarefas de planejamento.

Com o compromisso e pontualidade, às 20:30 estávamos tocando solo do aeroporto internacional de Viracopos e nos dirigimos ao portão de desembarque chegando ao fim mais um dia com essa tripulação super receptiva da Azul.

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