Acompanhe todos os cuidados para voar com Azul desde Campinas durante a pandemia

O Contato Radar traz este artigo para informar nossos leitores sobre todos os cuidados preventivos que o Aeroporto Internacional de Viracopos e a Azul Linhas Aéreas estão tomando para quem deseja viajar durante a pandemia.

Check-in e medidas preventivas

Por volta das 5 horas da manhã, embarquei no ônibus da Azul, que oferece o serviço gratuito de transporte de passageiros entre saindo do aeroporto de Congonhas (CGH) em São Paulo e Viracopos (VCP). Durante o período de pandemia a Azul passou disponibilizar os ônibus em horários reduzidos com saídas somente de Congonhas e do Shopping Tamboré. Através do site ou do aplicativo da companhia aérea, é possível obter informações sobre o quadro de horários durante a semana e feriados.

Entrando pelo terminal do Aeroporto Internacional de Viracopos, nos deparamos com alguns cuidados preventivos implantados pela concessionária ABV e pela Azul. Foram distribuídos pelo terminal dispensador de álcool em gel para higienização.

Alguns assentos espalhados pelo terminal tiveram foram bloqueados para aumentar o distanciamento entre as pessoas. O mesmo processo foram implantados nas cafeterias e restaurantes. 

Pelo aplicativo da Azul realizei meu check-in sem ter a necessidade de contato com nenhum agente de aeroporto. Mesmo sem ter bagagem para despachar, fui conferir de perto como funciona o novo sistema implantado pela Azul.

A companhia aérea criou bancadas de autoatendimento para despacho de bagagem. Com o serviço, assim que for realizado o check-in no aplicativo o passageiro poderá se dirigir a uma das bancadas digitais disponíveis, apontar o código QR para a tela do tablet que ao reconhecê-lo, irá imprimir automaticamente a etiqueta de bagagem.

Sem a necessidade de contato com nenhum agente de aeroporto, os passageiros poderão etiquetar a própria bagagem e levar para a esteira para ser pesada antes de seguir para aeronave. Este serviço já está disponível em oito aeroportos brasileiros: Recife (REC), Aracaju (AJU), Curitiba (CWB),Vitoria (VIX), Florianopolis (FLN), Belo Horizonte (CNF) e no Rio de Janeiro (SDU).

Desde o inicio da pandemia, a Azul tem orientado o check-in pelo aplicativo e despacho de bagagens pelas bancadas digitais de autoatendimento, evitando assim aglomerações e mantendo o distanciamento social necessário.

Antes de acessar a sala de embarque, ao passar pelo controle de acesso, um detector facial informou a temperatura do meu corpo. Para a medição, fiquei parado por alguns segundos com o rosto diante da câmera. Um aviso sonoro foi emitido imediatamente pelo equipamento para sinalizar se a temperatura corporal da pessoa está normal ou se está elevada.

No entanto, caso a temperatura do passageiro esteja acima do normal, os agentes de segurança do aeroporto recomendam que o passageiro dirija-se imediatamente ao Posto Médico de Viracopos, que fica no próprio saguão. A concessionária também notifica a companhia aérea responsável pela aeronave para alertar sobre a situação daquele passageiro. Como a minha temperatura estava normal, segui para o meu portão C-13 aonde iria embarcar no Airbus A321neo, prefixo PR-YJB com destino a Belém (BEL), no estado do Pará.

Embarque

Em Viracopos, na maioria dos portões de embarque foram demarcados com adesivos no chão recomendando distanciamento de 2 metros por passageiros. No entanto alguns portões já contam com o Tapete Azul, tecnologia pioneira implantada pela Azul em oito aeroportos brasileiros.

O Tapete Azul permite através de projeção no piso que o passageiro embarque de acordo com o número do seu assento que será mostrado no chão do portão de embarque.

A inovação, já está disponível nos aeroportos de Recife (REC), Goiânia (GYN), Campinas (VCP), Florianópolis (FLN),Vitória(VIX), Congonhas (CGH) e Santos Dumont (SDU). O Tapete Azul, vem proporcionando uma diminuição no tempo em que o passageiro leva entre embarcar e sentar dentro do avião. E, ainda por cima, contribui para o distanciamento social, já que os passageiros convocados para o embarque ficam distantes entre si.

No embarque fui recepcionado pela chefe de cabine Luciane Santos e pelo comissário Murilo Shishido, que me recepcionaram com água e sachê de álcool em gel. Após, me direcionei até a minha poltrona 31A. O voo estava lotado, contando com 214 passageiros. Mas não existiam motivos para me preocupar. A Azul reforçou a limpeza de suas aeronaves a cada voo e nos pernoites, seguindo os protocolos sugeridos pela ANVISA.

A companhia também exige o uso de máscaras ou protetores faciais durante a permanência na aeronave. O voo teria a duração de pouco mais de 3 horas. Com tempo de sobra, fui à galley para conversar com a tripulação para entender melhor as medidas de segurança tomadas durante a pandemia.

Segurança a bordo durante todo o voo
Os comissários Renata Mesquita, Gustavo Roque e Taynara

Com os comissários Gustavo Roque, Renata Mesquita e Taynara, eles me explicaram que antes do inicio de cada turno a Azul passou a medir a temperatura dos tripulantes, aumentando a confiança em solo e a bordo. Também me informaram que o serviço de bordo foi suspenso durante o voo para evitar que os passageiros retirem as máscaras para comer e que fiquem conversando entre si sem proteção. No entanto, a companhia oferece água e snacks na hora do desembarque.

Durante todo o voo, rondas foram realizadas para averiguar se todos os passageiros estavam utilizando os protetores faciais de acordo, quando tinha um ou outro usando de forma inadequada ou simplesmente removia a máscara os comissários orientavam a permanecer com as mesmas de forma correta.

Durante todo o voo, rondas foram realizadas para averiguar se todos os passageiros estavam utilizando os protetores faciais de acordo.

A bordo da aeronave, kits com luvas, álcool em gel e lenço umedecido ficaram a disposição para uso dos clientes e dos tripulantes. A chefe de cabine Luciane Santos me informou que quando necessário a companhia também utiliza descontaminantes bactericidas que contam com um principio ativo que elimina 99,99% dos vírus.

O ambiente a bordo das aeronaves da Azul é totalmente seguro, pois o ar interno é renovado a cada três minutos e há filtros que bloqueiam 99,9% dos vírus e bactérias assegurando a qualidade do ar a bordo. O sistema de ar condicionado e pressurização necessitam atender padrões rigorosos de qualidade. No interior do A321neo a circulação de ar é constante, mais da metade do ar que entra na cabine pelo sistema de ar condicionado é fresco, e recém captado do ambiente externo pelos motores.

O sistema de ar direcionado pela tubulação até os filtros de ar do tipo HEPA (High Efficiency Particulate Air) é direcionado para a saída de ar condicionado, próxima aos bagageiros internos no teto. Depois de entrar na cabine, o ar frio desce em direção ao chão, onde ficam as válvulas de exaustão de ar. Uma parte volta ao sistema de tubulação sendo levada novamente aos filtros HEPA. A outra parte é expelida para o ambiente externo pelas válvulas da aeronave. A proporção de ar que passou pelos filtros e que se mistura com o ar fresco pode variar de 37% a 51%, tornando um ar puro, limpo e seguro a cada três minutos.

Desembarque

Às 11h33min o voo AD4374 tocou o solo do Aeroporto Internacional Val de Cans em Belém. A chefe de cabine passou as últimas instruções de segurança antes do desembarque para evitar aglomerações. O desembarque foi realizado por fileiras, pedindo que os passageiros permanecessem sentados até chegar a vez da sua fileira. E por incrível que pareça, todos obedeceram as instruções e ficaram sentados aguardando a sua vez. Na saída da aeronave me despedi desta incrível tripulação da Azul que foram muitos prestativos durante todo o voo.

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