FAA quer mudanças no projeto do 737 MAX

A Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu uma diretiva de aeronavegabilidade para resolver questões de segurança relacionadas ao projeto do Boeing 737 MAX. As aeronaves do modelo não operam há 17 meses.

A partir da diretiva da FAA, é exigida que a Boeing faça atualizações no software de controle de voo, revisão de software de processamento de exibição para gerar alertas, revisão de certos procedimentos operacionais da tripulação de voo e alteração do roteamento de alguns pacotes de fiação.

Além disso, será necessário que a Boeing em conjunto com as companhias aéreas finalizem os procedimentos de treinamento dos pilotos. O prazo se encerra quando o 737 MAX for autorizado a voar novamente.

A diretiva, que pode ser acessada pelo público, ficará disponível por 45 dias. O objetivo, de acordo com a agência, é tornar o processo de recertificação da aeronave mais transparente, permitindo ao público comentar propostas de mudanças no projeto feitas para mitigar os problemas de segurança após dois acidentes fatais.

A FAA também propõe que os operadores do 737 MAX realizem um teste do sistema de sensor de ângulo de ataque (AOA) e um voo de prontidão operacional antes de retornar os voos regulares.

O imbróglio envolvendo o MAX custou à Boeing cerca de 19 bilhões de dólares. Além de reduzir sua produção, a fabricante lida com os inúmeros cancelamentos de pedidos feitos por grandes empresas aéreas.

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