Conheça o Big Twin: o Boeing 777-300 cargueiro puro

Com a pandemia, várias companhias aéreas de passageiros pelo mundo, converteram suas aeronaves para transportar carga. A transformação é na maioria das vezes parcial, retirando apenas as poltronas da classe econômica.

No Brasil, tivemos a LATAM realizando dezenas de voos para a China para suprimentos médicos e de proteção individual. Para isso, a companhia brasileira utilizou alguns de seus Boeing 777-300 para o cumprimento das missões até o outro lado do mundo. O Contato Radar embarcou em um dos voos e pudemos mostrar como foi.

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Porém, o mercado cargueiro é temporário e em breve todas as aeronaves estarão transportando passageiros novamente. Os maiores modelos utilizados durante a pandemia, são o Boeing 777-300 e o gigante Airbus A380, que algumas companhias o utilizaram para cargas exclusivamente, como a HiFly. A Lufthansa Technik, divisão de engenharia e manutenção da Lufthansa, anunciou que converterá um Airbus A380 para cargueiro puro. Tornando ao lado dos Antonov AN-124, AN-225, os maiores do mundo.

O Big Twin

Recentemente, uma das empresas do grupo General Eletric, a GECAS, divulgou um feito inédito: converter o Boeing 777-300 em cargueiro puro. Atualmente, somente a versão 200 é produzida em versão cargo.

O nome de batismo não poderia ser diferente, “Big Twin”. O Boeing 777-300 é o maior bimotor em operação comercial no mundo. Perdendo apenas para seus novos sucessores, versões 8X e 9X, que ainda estão em desenvolvimento.

Desde a criação do Triple Seven na década de 90, o jato conseguiu decretar o fim da produção do MD-11 e também complicar a vida do icônico Jumbo. Isso deve-se ao fato de que, apesar de não transportar a mesma quantidade de passageiros, consegue chegar próximo, sendo mais econômico em possuir apenas dois motores. Tornando-o um dos wide bodies de maior sucesso da história.

O Big Twin não será diferente. Conseguirá ser mais competitivo que o Boeing 747-400 em todos os quesitos apresentados pela GECAS. A conversão consistirá em retirar todas as janelas e portas, exceto as duas primeiras na frente da aeronave, além da porta de carga atrás do avião.

Com capacidade de transportar mais de 351 mil quilos como peso máximo de decolagem (MTOW), o Big Twin será mais econômico e levará mais carga que o 747-400. De acordo com a GECAS, em uma operação semanal de volta ao mundo, consumirá 191 toneladas de combustível a menos, com quase 100 toneladas a mais de carga.

Outros dados interessantes apresentados é que o seu custo de operação será 22% menor que seu irmão menor, versão 200 e 21% em relação so 747-400. Em relação a capacidade, transportará 25% e 15% mais carga que a versão 200 e o Jumbo, respectivamente.

A expectativa da GECAS é que o Big Twin entre em serviço em 2022. Outra vantagem é que as companhias aéreas não terão custos com adaptação dos pilotos, pois não será necessário adaptação em simulador ou treinamentos. A manutenção será a mesma já aplicada na versão de passageiros, além de poder ser parte de uma subfrota das companhias.

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