As consequências da colisão entre pássaros e aeronaves

Os acidentes de avião causados por aves são tão antigos quanto o próprio avião. O primeiro registro de uma colisão fatal aconteceu em 1912, seis anos após o primeiro voo do 14-Bis. Esse acidente vitimou Calbraith Rodgers, um pioneiro da aviação americana, que caiu no mar em Long Beach, Califórnia, após chocar sua aeronave com um bando de gaivotas.

De lá para cá, o problema ficou conhecido como “bird strike”, e continua perturbando aeroportos do mundo inteiro. As colisões de aeronaves com pássaros é mais comum do que você imagina. Recentemente, tivemos incidentes no mesmo dia envolvendo o Embraer E-195-E1 da LOT Polish Airlines, que sofreu dois ataques no mesmo dia. No entanto, quais impactos podem causar quando pássaros colidem com aeronaves?

As aeronaves mantém estruturas e motores projetados para enfrentar diversos tipos de impactos, mas dependendo do tamanho da ave, danos graves podem ser causados à estrutura da aeronave. Os motores dos jatos são vulneráveis a colisões com pássaros, levando a uma perda de empuxo após a ingestão. Ao longo dos anos, tivemos raros acidentes que chegaram a ser fatais.

A colisão de pássaros com aeronaves, podem ocorrer a qualquer momento durante o voo, a grande maioria, acontecem durante o pouso e decolagens. Más quando uma aeronave está voando a cerca de 3.000 pés (914m), o encontro  com aves é inevitável, principalmente durante o dia, quando os pássaros estão mais ativos.

 A localização do aeroporto é um dos fatores significativos para o número de colisões com pássaros. Veja quais situações são mais propensas aos incidentes.

Áreas costeiras e rios: Se o aeroporto estiver próximo do mar, as gaivotas podem ser um problema, caso fique próximo a lagos e rios é possível encontrar diversos tipos de aves selvagens.

Aterros sanitários: Os depósitos de lixo atraem diversas espécies de pássaros, incluindo muitos urubus e gaivotas que voam para lá em busca de alimento. 

Áreas consideráveis de grama: Aeroportos com grandes áreas gramadas ou espaços abertos. Os Carcará, quero-quero ou abibe-do-sul em particular, adoram pastagem e áreas de gramados, sendo uma ameaça constante durante os pousos e decolagens das aeronaves.

Gestão de pássaros em aeroportos: Os aeroportos utilizam diversos recursos para impedir que as aves sejam um problema, não existe um método único que funcione para todas as espécies. O manejo da vida selvagem nos aeroportos pode ser classificado em duas categorias, letal e não letal.

Embora o controle letal, que envolve a caça de animais selvagens em aeroportos usando aves de rapina, armadilhas ou homens com espingardas, possa ser o mais eficaz, também é o menos humano. Hoje em dia, os aeroportos preferem deter os pássaros com buzinas e repelentes visuais.

O acidente mais conhecido envolvendo a colisão de pássaros com aeronaves

Voo 1549 da US Airways: Embora as colisões com pássaros não seja novidade para a aviação, o mais memorável aconteceu quando o voo 1549 da US Airways estava saindo do Aeroporto LaGuardia em Nova York em 15 de janeiro de 2009. Quando o Airbus A320 chegou a uma altitude de 2.818 pés (859 m) , o avião foi atingido por um bando de gansos canadenses, que foram sugados pelos motores.

Todos a bordo ouviram um grande estrondo seguido de fogo saindo dos motores. Com a perda total de potência e incapaz de retornar ao aeroporto de La Guardia( LGA) ou chegar ao Aeroporto Teterboro (TEB) em Nova Jersey, o capitão Chesley Sullenberger decidiu que sua melhor opção seria tentar pousar o avião no rio Hudson.

Ultrapassando a ponte George Washington em 274 metros, Sully pousa com 150 nós no rio Hudson em Midtown Manhattan, no que veio a ser conhecido como o “Milagre no Hudson”.

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