KLM aposentará por completo o Boeing 747 em outubro

A holandesa KLM está prestes a encerrar suas operações com seus Boeings 747-400. O modelo realizou no último dia 29 de março de 2020 o último voo regular de passageiros da companhia operado pelo quadrijato. Apesar disso, a aeronave ganhou uma “sobrevida” e permanece operante até hoje.

Ainda restaram duas unidades na frota de configuração “Combi”, matriculadas PH-BFT e PH-BFV, possuem 23 e 21 anos, respectivamente. Com a demanda pelo transporte de cargas aumentando consideravelmente em março, principalmente para o transporte de insumos médicos em combate à pandemia, os jatos estão cumprindo um importante papel.

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Com a diminuição gradual da demanda pelo transporte desses insumos, a KLM aposentará por completo as duas unidades restantes até o final de outubro. No início deste ano a companhia operava sete unidades do jumbo, que tinha aposentadoria prevista para 2021, porém, dada a situação da pandemia, estes tiveram suas despedidas antecipadas.

A empresa foi uma fiel operadora do Boeing 747, obtendo 56 aeronaves deste modelo desde 1971, a companhia operou a rainha do céus nas versões -200, -300 e -400. Ao longo desses 49 anos de operação na KLM um acidente envolvendo dois Boeing 747, sendo um da companhia holandesa e um da americana PAN AM, marcou a história da aviação mundial, o famoso acidente de Tenerife.

Adeus aos clássicos quadrijatos de passageiros

Texto por Eduardo Cristelo

Desde o início da pandemia é acompanhada a precoce aposentadoria de alguns modelos, muitos deles ícones da aviação mundial. No início dessa semana, por exemplo, a British Airways anunciou que não pretende mais realizar voos com seus 747’s, optando assim, por acelerar a aposentadoria do equipamento na frota da companhia, que estava prevista apenas para 2024.

Já existia, de certa forma, uma tendência de modernização de frota por diversas companhias. O aumento do custo operacional e do mantimento de certas aeronaves, fez com que modelos com 4 motores, por exemplo, não se tornassem tão atrativos, visto que começaram a entrar no mercado diversas aeronaves com um custo operacional muito menor que proporcionavam a redução do consumo de combustível (maior gasto das aéreas).

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