Entrevistamos o primeiro comandante da Azul em operação inédita com A330neo em Cabo Frio

Colaboração pela entrevista e fotos por Lucas CarignaniCarioca Spotters

Por volta das 5h17 da manhã desta quinta-feira (23), tocou a cabeceira 10 do aeroporto Internacional de Cabo Frio, o A330-900neo de prefixo PR-ANY da Azul Linhas Aéreas. Pela primeira vez na história, uma companhia aérea nacional pousa com widebody naquele aeroporto.

A operação especial vindo da China, trouxe 15 toneladas de matéria prima para a fabricação de kits de testes de combate à pandemia. Pela primeira vez, foram transportados para o país, tubos de ensaio e hastes com pontas de algodão para os testes RT-PCR, eficazes para a identificação de infecção do vírus.

Entre os comandantes que fizeram parte desta operação, conversamos com o veterano Ary Nunes. Experiente, que faz parte do time da Azul desde a sua fundação, sendo um dos pioneiros a frente no comando das operações especiais para China.

Comandante Ary Nunes

Como foi ver a empresa crescer, a ponto de fazer uma operação tão importante como esta para a China?

É muito gratificante saber que desde o começo estamos fazendo a coisa certa, distribuindo as tarefas para cada setor e todos os setores envolvidos nesta operação. Tive o privilégio de estar no primeiro voo da companhia, e foi uma satisfação muito grande poder estar presente na primeira operação da companhia para China, assim como todos os outros que foi de grande importância para todos envolvidos. A ideia é que todos façam parte deste projeto, sendo merecedores do sucesso desta operação.

Qual foi o sentimento ao pousar pela primeira vez em Cabo Frio com o A330neo, trazendo pela primeira vez esses kits de testes de combate à pandemia?

A gratificação de fazer um voo humanitário é saber que estamos envolvidos em uma operação muito especial, porque estamos responsáveis por trazer e distribuir para todo país, insumos e agora esses kits de testes de combate à pandemia, é bom estar envolvido neste projeto, ajudando amenizar o sofrimento da população em todo Brasil.

Em relação a operação, esta rota para China é diferente para a tripulação da Azul?

Em suma, a primeira etapa para Amsterdã é bem parecida com as nossas operações para Portugal, voando uma hora e meia a mais, estávamos em outro país. No entanto, o voo para Shangai, requer um pouco mais de atenção, por conta do tempo que permanecemos a bordo da aeronave, cerca de 32 horas. E não é todos os dias que fazemos um voo bate e volta no mesmo dia para China, permanecendo três horas em solo. 

Como é a rotina da tripulação durante um voo tão longo como este?

Fazer esta operação com a equipe da AzulTec e Azul Cargo, foi muito gratificante para todos. Tivemos o sentimento que éramos uma única tripulação, com trocas de experiências e conhecimentos, dando suporte um ao outro.

Existem planos de novos voos para Cabo Frio?

Ainda não se sabe, se haverão outros voos especiais como este para Cabo Frio. No entanto a empresa estará com toda estrutura montada para atender o governo federal e iniciativas privadas quando for acionada. 

“Essa é mais uma operação histórica para a Azul. É a primeira vez que operamos a ligação entre Amsterdã e Cabo Frio e o primeiro pouso da nossa companhia com uma aeronave desse porte na cidade. Desde o início dessa pandemia, percebemos a importância do modal aéreo de cargas para contribuir com a economia e com o combate a essa doença. Para nós, é motivo de orgulho realizar mais esse voo para trazer insumos ao nosso país”, pontua Izabel Reis, diretora da Azul Cargo Express.

Este foi o quinto voo que a companhia brasileira realiza com destino à China, buscando insumos para ajudar no combate à pandemia no Brasil e em alguns países da América Latina, como Argentina, Peru e Chile. No total, a Azul já transportou 4,8 milhões de testes rápidos e 133 respiradores.

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