Air Force One e sua megaestrutura nas visitas ao Brasil

Quando se trata de uma visita de chefe de estado em qualquer lugar do mundo, nada se compara a megaestrutura montada para receber presidente dos Estados Unidos. Nas diversas visitas que os presidentes americanos fizeram ao Brasil, não foram diferentes.

Durante as passagens do chefe de estado americano por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, foi algo surpreendente, com forte esquema de segurança, uma verdadeira operação de guerra. O Contato Radar, preparou este artigo especial para mostrar um pouco desta operação que contou com aeronaves surpreendentes que acompanharam o presidente dos Estados Unidos.

O presidente viaja geralmente em um dos dois Boeing 747-200B adaptados que receberam a nomenclatura militar de Boeing VC-25, matrículas 28000 e 29000. Qualquer aeronave que o presidente estiver a bordo, seu indicativo de chamada será Air Force One. Porém esses dois VC-25 são dedicados nas missões com o presidente a bordo, ficando conhecidos com a mesma nomenclatura.

Os VC-25 foram adaptados para situações extremas, como tentativa de ataque aéreo. Também é capaz de ser reabastecido em voo, conseguindo voar por tempo indeterminado, se for preciso em situações emergenciais.

O Air Force One também tem equipamentos de comunicação seguros, permitindo que a aeronave funcione como um centro de comando móvel. Existem 85 telefones a bordo, além de vários rádios e conexões de computador. No interior, o presidente e seus companheiros de viagem têm um total de 370m², em três níveis diferentes.

O espaço inclui uma ampla suíte presidencial, uma área médica que tem até mesa de cirurgia, sala de conferência e jantar, duas cozinhas com potencial de alimentar cem pessoas de uma vez, além de áreas específicas para empresas, convidados, segurança e assessores.

Os preparativos antes da chegada do presidente

Até uma semana antes da chegada do presidente ao Brasil, foram realizados diversos voos cargueiros, tendo os C-17 Globemaster III e o gigante C-5M Super Galaxy. Essas aeronaves eram responsáveis nos transportes de veículos blindados e helicópteros.

Os veículos que compõem a comitiva presidencial incluem duas limusines idênticas e outros veículos de segurança e comunicação. Assim como aconteceu no Brasil e em outros lugares por onde passou, o presidente foi transportado no Cadillac One, uma limusine chamada de ‘A Besta’.

Ela transita acompanhada por outra, igual, com a mesma placa de Washington DC, 800-002. A montadora General Motors nunca divulgou detalhes sobre as características especiais de segurança do veículo. Mas é possível imaginar que a limousine seja um verdadeiro tanque de guerra. Pesando cerca de 9 toneladas, material blindado e janelas à prova de balas, o veículo está preparado para qualquer situação anormal.

Comitivas

Os pneus são reforçados com aço, o que permite que o carro ande mesmo se eles forem esvaziados. A cabine de passageiros é selada para impedir um eventual ataque químico. Há, ainda, uma espuma especial que protege o tanque de combustível caso ele seja atingido. Além disso, o carro pode acomodar pelo menos sete pessoas além suprimentos médicos a bordo, incluindo, bolsas de sangue compatível com o tipo do presidente, em caso de emergência.

Marine One

A USAF, trouxe diversos helicópteros de patrulha e para o transporte do presidente. Entre eles estava o Marine One, assim como o Air Force One, não é uma aeronave específica, mas se refere a qualquer aeronave da Marinha dos Estados Unidos que esteja transportando o presidente.

Durante as visitas realizadas no Brasil, Marine One, foi um dos Sikosky VH-3D Sea King. No entanto, atualmente o presidente vem utilizando os modelos mais novos VH-60N White Hawk.

Os helicópteros adaptados são conhecidos como “white tops” (topos brancos) devido ao design. Eles têm equipamentos de comunicação e defesa antimísseis. Como medida de segurança, o Marine One geralmente voa com um grupo de helicópteros idênticos que atuam como “iscas”.

Osprey MV-22

Recentemente foram incorporados a escolta aérea presidencial três aviões de escolta MV-22 da Osprey, os “green tops” (topos verdes). As aeronaves transportam equipe de apoio, forças especiais e agentes do serviço secreto, encarregados de lidar com qualquer emergência durante o voo. Porém, essas aeronaves não estiveram em missões durante as últimas visitas do líderes americanos pelo Brasil. Os Ospreys, são capazes de aterrizar na vertical e de fazer voos de alta velocidade.

Somente durante a visita do ex-presidente Bill Clinton, em novembro de 1996, tivemos a presença dos dois Boeing VC-25 em São Paulo (GRU) e Brasília (BSB). Além de um terceiro Boeing 747-200B, o E-4B Nightwatch, conhecido como Vigilante Noturno ou Avião do Pesadelo.

O Boeing E-4B, é um Centro Nacional de Comando Aerotransportado, como se fosse uma sala de guerra aérea, podendo acionar a gigantesca maquina de combate dos Estados Unidos, caso tenha um ataque que atinja e impeça a atuação do presidente e do vice. Esta aeronave passou novamente pelo Brasil em 2018, trazendo o secretario de defesa norte-americano, James Mattis.

Uma visita, igual as realizadas no Brasil, mobiliza cerca de mil pessoas, incluindo mais de 150 agentes do serviço secreto, além do apoio das Forças Armadas.

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