Reestruturação da Qantas pode afetar retorno da companhia na América do Sul

Com uma projeção de recuperar apenas 50% das operações internacionais até meados 2022, a Qantas poderá adiar por muito tempo o retorno das operações para Santiago do Chile (SCL), o único destino da companhia na América do Sul. No momento da suspensão dos voos durante a segunda quinzena de março, a Qantas estimava que a rota para a capital chilena poderia ser retomada em agosto ou setembro deste ano, acreditando que a crise não duraria mais de três meses.

Com a paralisação de cerca de 100 aeronaves, principalmente as que realizam voos de longo alcance, não se espera que a operação para Santiago seja recuperada no curto prazo. No entanto a Qantas planeja retomar parte de seus voos internacionais a partir de 24 de outubro.

Continua após a publicidade

As rotas entre a Austrália para Nova Zelândia, Ilhas Fiji e Tasmânia foram as únicas que escaparam da suspensão da rede de voos internacionais. Já a maioria dos voos de longo alcance para Ásia, Estados Unidos e Europa não devem retornar até meados de 2021.

A Qantas, considera que a recuperação dos voos internacionais ocorrerá em 2022, operados pelos Airbus A330 e Boeing 787-9. As aeronaves terão um papel importante no novo formato da companhia, sendo que os 787-9, serão utilizados nas rotas para Los Angeles (LAX), Nova York (JFK), Chicago (ORD), Londres (LHR), Bangkok (BKK), Kuala Lumpur (KUL), Cingapura (SIN), entre outros. Os A330-200 e 300 serão utilizados em rotas domésticas de alta densidade além voos para África e Oceania. As operações com o Airbus A380 poderão ser retomadas somente em 2023.

A Qantas operava para Santiago do Chile com seus Boeing 747-400

Sobre os voos para Santiago, a Qantas poderá firmar acordos comerciais com a LATAM Airlines para não afetar significativamente a conectividade entre a Austrália e a América do Sul. Até antes da crise, a companhia aérea australiana mantinha uma operação de quatro voos semanais com o Boeing 747-400 procedente de Sydney (SYD).

Enquanto a companhia chilena operava três voos por semana para SYD, Auckland (AKL) e Melbourne (MEL), todos com Boeing 787.  No entanto a LATAM informou que suas operações para MEL estarão suspensas.

Segundo dados do Ministério dos Transportes do Chile, em 2019 foram transportados 354.177 passageiros entre o Chile e a Austrália. Sendo o país a principal ponte de ligação entre os países da América do Sul com a Oceania.

Fonte: www.aero-naves.com

Compartilhe nas redes sociais

Acesse o Fórum Contato Radar para mais informações sobre a aviação no Brasil e no mundo clicando aqui!

Deixe uma resposta