Os voos comerciais mais curtos realizados no Brasil

Ultimamente, estamos vendo relatos de voos mais longos realizados por diversas companhias áreas ao redor do mundo, mas agora iremos trazer um artigo falando dos voos regulares mais curtos realizados por empresas aéreas no Brasil.

Voos regulares com menos de vinte minutos de duração, esta foi a estratégia encontrada por algumas empresas aéreas regionais para facilitar conexões e também como solução para os passageiros que buscavam escapar do transito caótico das grandes cidades. Confira algumas dessas operações que fizeram história na aviação comercial brasileira.

Sim, é possível escapar do trânsito caótico que muitas vezes inferniza a vida dos passageiros em deslocamento ente os aeroportos de Congonhas (CGH) e o Internacional de São Paulo, em Guarulhos (GRU). Uma viagem de táxi, em dias normais da semana, pode levar entre quarenta minutos a uma hora, dependendo do fluxo de automóveis.

Algumas companhias aéreas brasileiras chegaram a realizar voos ligando os dois aeroportos mais movimentados da América Latina. No final dos anos 90 a companhia aérea Rio-Sul oferecia dois voos diários. Em horários de maior movimento, com o Embraer 120 Brasília e depois com o Fokker-50. Seguindo o mesmo caminho, também naquela época, a subsidiária da TransBrasil, a InterBrasil Star, também passou a oferecer voos entre os dois aeroportos com o Embraer 120 Brasília.

A tarifa paga por este voo era bem convidativa, a proposta das regionais naquela época era oferecer voos que tinham duração de 20 minutos até o pouso, pagando praticamente o mesmo preço praticado por taxistas naquela época. Porém as facilidades não fizeram a cabeça dos passageiros, os voos tinham uma ocupação bem a baixo do esperado, tinha voos com o turboélice Brasília, que decolava de Congonhas para Guarulhos, às 18:00 com 25 dos 30 assentos vazios. Logo os voos deixaram de ser operados pela Rio-Sul e InterBrasil Star.

No início do ano 2000, a OceanAir (Avianca Brasil), também apostou na rota com o Embraer 120 Brasília, o então presidente da companhia, German Efromovich, acreditava que a ligação entre os dois aeroportos seria um grande sucesso. No entanto, os voos operados de segunda a sexta-feira, chegaram a atingir 75% da ocupação. A promoção boca-a-boca, convidava a todos substituir táxi pelo turboélice, a proposta era oferecer o serviço completo desde o check-in até a retirada da bagagem na esteira em menos de uma hora.

O voo realizado entre os dois aeroportos, era operado a baixa altura, quase como um voo panorâmico. Era tudo tão rápido que não tinha serviço de bordo e se passavam apenas cinco minutos entre as instruções de segurança da comissária de bordo e o anúncio de descida feito pelo comandante.

No ano de 2012, a Azul Linhas Aéreas, tinha apenas um slot (reserva de horário) no aeroporto de Congonhas. Para aproveitar ao máximo a única opção de oferecer um voo no aeroporto da capital paulista, a empresa decidiu abrir uma rota que poderia ligar os passageiros em conexão com o maior hub da companhia, Viracopos (VCP). A operação era realizada em um horário estratégico, com as saídas de voos para Recife, Salvador, Belo Horizonte e demais conexões no hub da companhia no país.

Este voo era operado uma vez por semana, aos sábados, com o turboélice ATR 72-600 para até 70 passageiros. Entre a decolagem em Campinas ao pouso em Congonhas, o tempo de voo era de aproximadamente dezesseis minutos. Atualmente, com 41 slots no aeroporto de Congonhas, a rota entre os dois aeroportos não tem mais necessidade de ser operada, no entanto a Azul é a companhia aérea a oferecer voo mais curtos no Brasil, o trecho entre Mossoró (MVF) a Aracati (ARX), operado com o ATR-72-600 leva pouco menos de 18 minutos, assim como o voo entre Recife (REC) e João Pessoa (JPA).

Como voo regular mais curto do Brasil nos últimos anos, a GOL operou o trecho entre Campina Grande (CPV) e João Pessoa (JPA) com o Boeing 737, uma rota com apenas 57 milhas de distância, cerca de 15 minutos de voo.

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