O Air Force One Brasileiro, em fotos e vídeo

O transporte de um chefe de estado é algo muito complexo e que envolve um alto esquema de segurança, além disso, o conforto é um dos principais pontos a ser levado em consideração. Atualmente, o transporte presidencial brasileiro é realizado principalmente por uma aeronave designada VC-1 e que possui a matrícula FAB2101.

O Airbus A319CJ da Força Aérea Brasileira foi feito de forma “personalizada”, a pedido do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano de 2005. Não se sabe ao certo todas as funções da aeronave, pois por se tratar de uma aeronave presidencial, existem “segredos” que não podem vir a público.

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Com nome de batismo “Santos Dumont”, o FAB 2101 pode levar confortavelmente até 30 passageiros, além de 12 tripulantes. A aeronave possui suíte com cama, sala de reuniões privativa, além de uma moderna cabine de comunicações via satélite. O custo da aeronave gira em torno dos 56,7 milhões de dólares.

Além de todo o conforto com uma cama, o presidente se dispõe de banheiro privativo, chuveiro, armário, televisão e telefone, para que possa se comunicar quando necessário. A suíte presidencial não pode ser utilizada durante pousos e decolagens.

A sala de reuniões privativa pode ser usada durante todo voo, com confortáveis poltronas de primeira classe, possuindo também duas mesas. Tem capacidade para até 8 pessoas.

A classe executiva é dedicada ao transporte geral da comitiva, jornalistas e demais passageiros, tem capacidade para acomodar confortavelmente 16 pessoas, em configuração 2-2.

Comandado por uma mulher!

A capitão-aviadora Carla Alexandre Borges, comanda o jato presidencial desde o ano de 2016. É a primeira mulher a pilotar um caça da FAB e a fazer o lançamento de bombas a partir de um AMX, além disso, é a primeira a pilotar o jato presidencial e a única mulher do seleto grupo de pilotos que voam tal aeronave.

Os companheiros de frota do VC-1

Embraer 190 VC-2 durante pouso no Aeroporto de Guarulhos (GRU).

A frota presidencial não possui apenas o VC-1, além dele, outras aeronaves menores e helicópteros estão disponíveis para outros tipos de missões, como o caso dos aviões Embraer 190 VC-2 e Embraer 135/145 VC-99. Os helicópteros usados são os Eurocopter 725, designados VH-36 e Eurocopter 135, designados VH-35. Todas essas aeronaves fazem parte da frota do GTE, Grupo de Transporte Especial.

O nome “Air Force One” é bem característico do VC-1, pois a maioria das missões presidenciais são cumpridas por essa aeronave, porém, qualquer outro avião ou helicóptero que esteja transportando o chefe de estado recebe o indicativo Força Aérea 1.

Embraer VC-99, no pátio em Porto Alegre (POA)

O antigo Air Force One, “Sucatinha”

FAB 2115 em exposição na cidade de Foz do Iguaçu-PR.

Clássicos que estiveram presentes na frota da Força Aérea Brasileira durante 34 longos anos, os dois Boeings 737-200, designados VC-96 e matriculados FAB2115/2116, serviram a 7 Presidentes da República entre 1976 e 2010. Os dois jatos foram descomissionados e preservados, o 2115 em Foz do Iguaçu-PR e o 2116 no Museu Aeroespacial da Força Aérea, no Rio de Janeiro.

Além dos “Sucatinhas”, como eram chamados os 737-200, a frota presidencial brasileira já teve os lendários KC-137 que na FAB eram chamados de “Sucatão”, versão militar do Boeing 707. Além desses, foram operados em um passado mais distante os jatos BAC 1-11 (VC-92) e o turboélice Vickers Viscount (VC-90).

KC-137 FAB 2401 durante aproximação em Guarulhos-SP.

Contribuiu: George Lucas (@aeroportodemontesclaros)

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