Investidores privados querem criar nova companhia aérea na África do Sul

O dilema envolvendo a South African Airways (SAA) durante a pandemia, teve diversos desdobramentos. A companhia estatal, que já estava em situação financeira delicada antes da pandemia, foi impulsionada para um quadro ainda mais crítico. A companhia deu entrada então em recuperação judicial para reoganização financeira.

Com diversas rotas canceladas e aeronaves devolvidas, o governo sul-africano esperava liquidar a SAA no primeiro momento. A partir do encerramento das atividades, seria criado uma nova companhia aérea para operação no país.

Porém, os funcionários não foram demitidos e tão pouco a companhia teve seu fim decretado. Pelo contrário, renegociou com algumas empresas de leasing para retornar com algumas aeronaves já devolvidas.

Ontem (22), divulgamos sobre a decisão da subsidiária Airlink e sindicatos nacionais que estarão contra o novo processo de reestruturação da SAA. O governo pretende agora injetar uma enorme quantia de dinheiro para salvá-la, porém de acordo com os sindicatos, o procedimento é inviável.

Em mais um capítulo, o governo da África do Sul anunicou que recebeu uma proposta de um grupo de investidores que estão interessados na criação de uma nova companhia aérea no país a partir do encerramento da SAA. Os detalhes não foram apresentados, mas o governo assegurou a proposta do setor privado.

Por tanto, o futuro da principal companhia aérea do país ainda está incerto, com os inúmeros recursos a favor e contra a SAA. No Brasil a companhia operou durante cerca de 50 anos em São Paulo (GRU) em ligações diretas com a capital Joahnesburgo (JNB), mas teve a rota cancelada no início do ano.

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