Como funcionam as operações de repatriação da Amas Uruguay

Nesses meses que estamos vivendo emergência sanitária, a conectividade aérea comercial do Uruguai foi reduzida praticamente a zero. Desde o dia 24 de março, quando as fronteiras foram fechadas, a única empresa comercial que continuou a operar foi a Amas, que ficou responsável pelos voos humanitários uruguaios.

Antes da pandemia, a empresa ligava o aeroporto de Carrasco (MVD)a Buenos Aires (AEP), Assunção (ASU) e Santa Cruz (VVI). Quando o fechamento das fronteiras foi decretado, seus aviões ficaram no chão. O governo, recebeu um pedido para repatriar 74 cidadãos uruguaios que estavam em Cusco (CUZ) e não tinham transporte para retornar ao país.

Em acordo firmado com o Uruguai, a Amas foi acionada para repatría-los, o governo bancou 100% do combustível, isentou algumas taxas como a de embarque e o restante dos custos operacionais foram pagos pela empresa que cobrou uma taxa de solidariedade de US$199,00. Com éxito desta operação, o Ministério das Relações Exteriores propôs à companhia aérea que fosse a responsável por trazer de volta outros cidadãos uruguaios de volta para casa.

A Amas Uruguay, passou então a voar duas vezes por semana para São Paulo (GRU). Facilitando assim a conexão dos uruguaios com o aeroporto mais movimentado e com a maior rede de conectividade com outros países, mesmo durante a pandemia.

No mês de maio, os custos foram alterados, o governo passou a bancar 50% do combustível e o aeroporto manteve a isenção das taxas. No entanto a Amas passou a cobrar US$299,00 no trecho entre São Paulo (GRU) para Montevidéu (MVD) e US$480,00 no trecho de MVD para GRU.

A operação permitiu que a empresa pudesse continuar trabalhando e trouxe a um fluxo de caixa, garantindo que seus funcionários pudesse continuar trabalhando. Na balança, a operação acabou sendo positiva em plena pandemia.

O gerente geral da Amas Uruguay, explicou que a empresa está se preparando para o “primeiro estágio” para reiniciar os voos regulares novamente. O primeiro voo será para Assunção (ASU) no Paraguai, que juntamente com o Uruguay, foram os países que tiveram os menores casos durante a pandemia na América do Sul, além do importante vínculo comercial e de investimento entre os dois países.

A Amas Uruguay, planeja continuar operando para São Paulo (GRU) com duas frequências semanais e avalia o retorno para Rosário (ROS) e Buenos Aires (AEP) Argentina com dois voos diários, Santiago do Chile (SCL), Assunção (ASU) no Paraguai e Santa Cruz (VVI) na Bolívia com um voo diário. Os planos futuros da empresa será ligar Montevidéu a Lima (LIM) no Perú e operar com voos para Caribe e México.

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