Aeroméxico deve entrar com pedido de recuperação judicial

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A pandemia atual mudou o cenário da aviação mundial, onde a expressiva e súbita queda de demanda de passageiros afetou as companhias aéreas ao redor do globo.

Infelizmente, essa nova realidade, por mais que temporária, afetou consideravelmente o fluxo de caixa das empresas, que viram suas dívidas crescerem exponencialmente nos últimos meses.

Na América Latina, companhias aéreas como Avianca e Latam já pediram recuperação judicial diante do “Chapter 11” do Governo dos Estados Unidos, como forma de reorganizar as dívidas para uma reestruturação maior no futuro, quando a pandemia passar e a demanda alavancar novamente.

Neste sentido, a Aeroméxico, principal companhia aérea do México, deve seguir o mesmo caminho da Latam e Avianca nos próximos dias, ao também aderir ao “Chapter 11” da Lei de proteção de falência dos Estados Unidos, como maneira de evitar um dano irreversível à saúde da empresa.

A Aeroméxico possui uma frota de cerca de 137 aeronaves, incluindo as da sua subsidiária Aeroméxico Connect, onde cerca de 106 unidades desse total foram estocadas devido à queda de demanda na pandemia.

Os Boeings 787 Dreamliner foram os que tiveram a menor redução no número de unidades operando na empresa mexicana, justamente pela alta eficiência no consumo de combustível e com autonomia que permite voar longas distâncias, a aeronave tem sido muito usada em voos cargueiros, visitando inclusive o Brasil.

Uma das maiores vantagens conseguidas pelas companhias aéreas que buscam apoio na legislação americana é justamente a renegociação dos leasings das aeronaves, que por estarem paradas, representam uma parcela considerável do custo das empresas.

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