Para Kakinoff: Não vislumbramos nada que seja pior do que agora

Paulo Kakinoff, CEO da GOL.

Em entrevista para o jornal Estadão, Paulo Kakinoff, CEO da GOL, comentou o atual momento da crise e sobre as projeções futuras. Para o executivo não é possível ainda ver o final da crise, e que a companhia entrou na crise “com uma posição robusta”.

Kakinoff preferiu não falar sobre as projeções para 2021, assim como não falaram no último relatório financeiro. Porém garantiu que a GOL ainda mantém um bom caixa para aguentar a crise até no mínimo, em dezembro.

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Assim como foi adiantado pelo Contato Radar em primeira mão, a GOL prevê operar com 100 voos diários durante o mês de junho. Essa quantidade de voos representa cerca de 15% a 17% dos voos que operava antes da pandemia.

Diversos aviões ficaram estocados em Confins (CNF) no início da crise

Em relação a demanda de mercado, Kakinoff prevê que a GOL tenha entre 65% e 80% do normal, e só voltando ao normal em um cenário em 2021, o que prefere não comentar ainda. O preço das passagens pós-crise também foi comentado, e segundo o CEO, o preço do barril de petróleo em alta e o câmbio do dólar em relação ao real também alto, poderão ser fatores que vão colaborar com o preço das passagens.

Paulo Kakinoff também defendeu a ideia que a GOL possa ganhar destaque no mercado no fim da crise, sendo mais fácil sua recuperação. “O momento é desafiador para todo o setor, inclusive para nós. Em termos relativos, temos uma vantagem comparativa por causa do nosso modelo de negócio: exposição menor ao mercado internacional e um modelo de baixo custo que, em um mercado deprimido, tende a sair fortalecido. Assumindo que haverá a necessidade de uma readequação de frota a um mercado menor, nossos custos para readequação são menores também. Operamos um avião com mais liquidez. Esses itens têm apontado uma posição mais robusta da companhia neste momento e consequentemente uma probabilidade maior de êxito.

Questionado sobre possibilidade de alguma companhia aérea falir no Brasil, o executivo confirmou a possibilidade, porém acredita que não deverá acontecer. Nesta semana o Grupo LATAM pediu acesso ao Chapter 11 nos Estados Unidos, processo semelhante de recuperação judicial no Brasil, porém a divisão brasileira ainda ficou de fora desse movimento.

A entrevista pode ser conferida na íntegra clicando aqui.

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