O impacto da crise na aviação executiva brasileira

Nos últimos anos, a aviação executiva no Brasil passou por momentos altos e baixos. Nos últimos meses, a expectativa de crescimento do setor era alta, até que neste ano uma crise afetou todo o mercado. E agora, qual será panorama pós-crise?

Em live no canal do YouTube Airport Infra Expo ocorrida no último dia 26, especialistas discutiram as expectativas para o setor nos próximos meses. Participaram da live Felipe Bonsenso, Presidente da Comissão de Direito Aeronáutico da OAB/SP; Paul Malicki, CEO da Flapper; Raul Marinho, Gerente Técnico da ABAG – Associação Brasileira da Aviação Geral e o Cmte. Francisco Lyra, CEO da C_FLY Aviation.

Os participantes concordaram que uma recuperação completa não será imediata, mas viram oportunidades, já que o encolhimento da malha das companhias aéreas comerciais valoriza a aviação executiva para alcançar destinos distantes que não são totalmente atendidos pelas empresas.

Por outro lado, Raul Marinho explicou que na região Centro-Oeste do Brasil o setor agrícola ainda gera altos níveis de atividade de voo. “[Os agricultores] estão voando muito. Eles estão deixando a família em quarentena no rancho, não na cidade.”

Enquanto isso, as compras de novos jatos executivos têm sido “menos uma dificuldade financeira do que uma dificuldade de entrega devido a atrasos na linha de montagem”, disse o advogado Felipe Bonsenso aos participantes da live.

Paul Malicki disse que a crise levou seu aplicativo (Flapper) a explorar novos mercados e citou o desenvolvimento de um outro app dedicado ao frete aéreo, que deve ser lançado nas próximas semanas. Segundo ele, entre os obstáculos para alcançar um público mais amplo, há um viés cultural contra aviões monomotores, o que fez com que o turboélice King Air, de custo mais alto, fosse preferido em relação ao Pilatus PC-12 na rota São Paulo-Rio.

Paul acredita que aeronaves elétricas terão o potencial de reduzir pela metade os custos e taxas, o que abriria a oportunidade para mais classes sociais aproveitarem o serviço.

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