Em live, CEOs defendem flexibilização do setor aéreo

Em live realizada no Youtube pela BTG Pactual, reuniu os três CEOs das companhias aéreas nacionais (Azul, GOL e LATAM Brasil) e o Diretor da ANAC, Juliano Noman. Na entrevista, ficou evidente por parte das companhias aéreas a flexibilização do setor aéreo no Brasil.

Essa flexibilização foi defentida principalmente pelos CEOs da LATAM Brasil, Jerome Cardier e da Azul, John Rodgerson. Para ambos, a aviação precisa mudar diversos aspectos para ser mais flexivível, e poder voltar a crescer no país após a pandemia acabar.

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Os pontos debatidos foram defendidos principalmente com um cenário de dólar alto no futuro, como mencionado pelo John. Para ele, é necessário reduzir impostos e dar mais condições às aéreas para poder voltar ao crescimento no futuro.

Já para Jerome, deu outros exemplos, como o preço do combustível, taxas de navegação sendo uma das mais caras no mundo inclusive na América, e a regulamentação de jornada de trabalho para os tripulantes. O CEO da LATAM Brasil citou o voo que ligava o Brasil com Israel que era operado pela matriz chilena.

Tanto a aeronave quanto a tripulação, eram do Chile pois devido ao tempo de voo entre São Paulo (GRU) e Tel Aviv (TLV), era maior que a regulamentação nacional permite atualmente. Utilizou também o argumento dos voos para a China que a LATAM Brasil vem operando em conjunto com o governo federal, que para realizá-los, foi autorizado pela ANAC uma regulamentação especial que é maior que o padrão determinado pela Agência.

O diretor da ANAC, Juliano Noman, também enxerga que o caminho para ser adotado no futuro pós-pandemia, seja a flexibilização do setor. Porém destacou várias medidas já aprovadas anteriormente como o caso do interchange de aeronaves, usado principalmente pela LATAM.

Já a alguns anos, a LATAM pode operar com tripulação brasileira em aviões chilenos, e foram usados nas rotas saindo de Miami (MIA) para o Brasil. Além de autorizar tripulações chilenas, a voarem aviões brasileiros, o que permitiu a LATAM o empréstimo de alguns Airbus A320 da filial brasileira para a matriz chilena.

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