American e United repudiam declarações do CEO da Boeing

Na última quarta-feira (13), o CEO da Boeing, David Calhoun, declarou em uma entrevista ao canal de televisão NBC que acredita que uma das principais companhias aéreas dos Estados Unidos irá falir com a crise. Porém, não citava de qual companhia se tratava.

As declarações do Calhoun não repercutiram bem nos corredores das aéreas americanas. O CEO da American Airlines, Doug Parker, declarou estar decepcionado com as falas. Um alto executivo da United, também queixou sobre as declarações.

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O governo americano preparou um pacote de ajuda ao setor aéreo de 25 bilhões de dólares (aproximadamente R$145 bilhões) para o enfrentamento da crise mundial. Somente a American recebeu 5,8 bilhões de dólares (aprox R$33 bi), enquanto a United teve a aprovação de 5 bilhões de dólares (aprox R$29 bi).

A Boeing no final do mês passado conseguiu fazer um levantamento de 25 bi de dólares, renegociando e vendendo dívidas. A fabricante, além da crise econômica causada pela pandemia, também enfrentava anteriormente uma de suas piores crises. Com o desenvolvimento do programa do 777X atrasado e com o 737 MAX sem poder voar, foram entregues apenas 50 aviões no primeiro trimestre deste ano, a maioria sendo o 787 Dreamliner.

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