Passageiros estão encontrando dificuldades para obter reembolso das aéreas canadenses

Com o atual cenário de crise econômica mundial, as companhias aéreas vem enfrentando dificuldades financeiras para continuar vivas no mercado, necessitando muitas vezes de ajuda governamental para continuar suas operações. No Brasil por exemplo, a ANAC já autorizou algumas flexibilidades para as aéreas nacionais quanto ao reembolso.

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Algo semelhante poderia ser praticado também no Canadá, assim como diversos países, porém as companhias aéreas do país estão enfrentando processos judiciais pois estariam negando reembolsar os clientes que adquiriram as passagens. As reclamações estão envolvendo todas as companhias aéreas do país.

Uma ordem coletiva na justiça visa que as companhias aéreas do país, devem reembolsar as pessoas que adquiriram um bilhete aéreo antes do dia 11 de março deste ano, com voos marcados do dia 13 do mesmo mês até o fim das restrições de viagens que não foi definida ainda pelo governo local.

As companhias aéreas estão criando dificuldades para os clientes conseguirem os devidos reembolsos, oferecendo em contrapartida, créditos para viagens futuras e até criação de regras tarifárias com os devidos créditos, que obrigam em alguns casos, os clientes adquirirem outros bilhetes que se quer sabem se vão utilizar ou não, para conseguir manter os créditos válidos das outras passagens.

Segundo a legislação vigente no país, as aéreas são obrigadas a fornecer alternativas para os clientes em caso de atrasos superiores a três horas ou cancelamento de voos. O problema encontrado atualmente, é que as companhias não são obrigadas perante a lei, a reembolsar os valores pagos em dinheiro como forma de alternativa. Por tanto, as aéreas canadenses estão utilizando dessa brecha na legislação do país para adotarem suas próprias políticas conforme acham necessárias.

A Air Canada é a maior companhia aérea do país, e conta com uma frota de 240 aeronaves, somando com a sua filial Rouge. Para enfrentar a crise, anunciou no mês passado o cancelamento de 17 Airbus A220 e seis Boeing 737 MAX 8. Sua principal concorrente, a WestJet emitiu para este mês mais de 7 mil comunicados para licença não remunerada voluntária e involuntária, e cobrou do governo canadense ajuda financeira para as companhias aéreas do país enfrentar a crise.

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