Lufthansa começa analisar processo de falência

O recurso destinado pelo governo alemão para ajudar o Grupo Lufthansa enfrentar a atual crise, de 9 bilhões de euros (aprox. 54 bilhões de reais), pode não ser a única saída da crise. Isso devido que o Grupo Lufthansa estaria analisando os processos para falência como uma da opções.

O Grupo Lufthansa ainda aguarda as condições para negociação da ajuda financeira procedente do governo da Alemanha, porém já é esperado que o Grupo terá que promover uma participação do governo alemão no conselho administrativo do grupo e provável participação acionária. O CEO do Grupo Lufthansa, Carsten Spohr, tem se mostrado preocupado com esta questão específica.

Para Spohr, a ajuda procedente do governo, é necessária e não deixará a Lufthansa menos competitiva no mercado aéreo, porém sua preocupação deve-se ao fato do Grupo possuir também outras companhias aéreas em outros países e que seus respectivos governos possam exigir as mesmas condições, como é o caso da Swiss e Austrian. Por tanto neste sentido, o Grupo Lufthansa poderia perder competitividade diante de influências estatais no grupo.

Historicamente, a aviação comercial em todo o mundo sempre manteve ligações com governos, sejam por participações ativas no controle das empresas do setor ou com ajudas de proteção à falência. Porém quando um governo possui participação na administração de companhias aéreas, os resultados geralmente caminham para tomadas de decisões ruins, e é o que o CEO quer tentar evitar. Spohr disse que “a Lufthansa teve os seus três melhores anos de sua história corporativa, e para ter sucesso no futuro, terá que ser capaz de desenhar seu futuro de forma empreendedora”.

O processo de falência pode ser visto como uma forma de promover um futuro mais saudável como Carsten Spohr planeja. Isso deve-se ao fato de quando inicia o processo de falência, a companhia aérea terá meios de reestruturar o seu negócio, permitindo renegociar com os seus respectivos credores melhores maneiras de quitar suas dívidas, tendo uma proteção perante a lei do não pagamento dos valores enquanto não há um acordo, um processo semelhante que aconteceu no Brasil com a Avianca Brasil.

Carsten Spohr, CEO do Grupo Lufthansa.

Por tanto, apesar do processo de falência ser bastante complicado para uma companhia aérea, para o Grupo Lufthansa poderá ser uma solução para que não caiam em controles estatais excessivos. Na Europa, o Grupo possui mais de 500 aeronaves e no mundo possui diversas filiais de manutenção da Lufthansa Technik. No Brasil, o Grupo possui voos para São Paulo (GRU) com a Lufthansa e Swiss, no Rio de Janeiro (GIG) com a Lufthansa, além de voos cargueiros com a Lufthansa Cargo para Campinas (VCP), Curitiba (CWB) e Natal (NAT).

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