Crise mundial do Covid-19 provoca aposentadoria antecipada de aeronaves

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A atual crise enfrentada mundialmente devido a COVID-19, tem afetado diretamente todo o setor aéreo, com a interrupção das operações de diversas companhias aéreas e diminuição drástica na quantidade de voos.

Tendo em vista a diminuição da demanda no setor aéreo e a grande quantidade de aeronaves fora de operação, algumas companhias anteciparam a aposentadoria de aeronaves que estavam previstas para os próximos meses e até para o próximo ano.

American Airlines – Boeing 757 e 767

Conforme noticiamos no mês passado, a American Airlines anunciou a retirada da sua frota os Boeing 757 e 767.

Os Boeing 767 restantes na frota da companhia estavam previstos para serem retirados até 2021, porém, tiveram suas aposentadorias adiantadas no último dia 31 de março. A última operação ocorreu entre Lima (LIM) e Miami (MIA), com o 767-300 de matrícula N347AN. Já os Boeing 757, a American pretende retirá-los no início do ano ano que vem.

A American foi uma fiel operadora do modelo, com 107 unidades ao longo de sua história, nas versões 200 e 300, algumas da versão 200 oriundas da U.S Airways.

Air Transat – Airbus A310

Foto por: William Bradley © via JetPhotos.

A companhia canadense realizou no dia 30 de março, seu último voo com o modelo, após 20 anos de operações. A ultima operação do A310 pela Air Transat, ocorreu entre Porto e Toronto, repatriando cidadãos canadenses que estavam na Europa. A aposentadoria dos A310 estava prevista para ocorrer no próximo dia 27 de abril.

Virgin Atlantic – Airbus A340-600

Foto por: Donal Morrissey ©

A companhia inglesa Virgin Atlantic, ainda tinha em sua frota 3 unidades da maior variante do A340, que estavam previstas para serem retiradas da frota ainda no final do ano passado. Devido aos problemas enfrentados pela companhia com o Boeing 787, especialmente, o A340-600 teve sua aposentadoria postergada e seguia operante.

A aposentadoria do A340 já era prevista, porém, com a queda na quantidade de voos e baixa demanda, foi concretizada recentemente, no dia 24 de março, com a companhia confirmando a retirada total do modelo de sua frota.

KLM – Boeing 747-400

Como noticiado anteriormente, a KLM retirou de operação suas últimas unidades operantes do Boeing 747-400. O último voo ocorreu no dia 29 de março, entre Cidade do México (MEX) e Amsterdam (AMS), com o PH-BVF realizando o voo KLM686, a última operação de um 747 de passageiros na companhia, após 49 anos do modelo na frota.

Qantas – Boeing 747-400

No mesmo dia da aposentadoria do 747 na frota da KLM, a australiana Qantas realizou também, sua última operação com o quadrijato da Boeing, entre Santiago (SCL) e Sydney (SYD). O voo operado pelo 747 VH-OEE, encerrou uma história de 45 anos da Qantas com o modelo.

British Airways – Boeing 747-400

O jumbo da British Airways operou durante anos a rota para São Paulo (GRU)

A companhia aérea mais tradicional britânica, British Airways, também começou a retirada antecipada de alguns Boeing 747-400. Nesta sexta-feira (03), foram enviados cinco unidades para Teruel (TEV) na Espanha, aonde devem passar seus últimos dias.

Um dos jumbos, é o G-CIVA, o mais antigo da sua frota e entregue à British em março de 1993, tendo o seu último voo com passageiros sido realizado no último dia 27, entre Vancouver (YYR) e Londres (LHR). Os outros jumbos são: G-CIVR, G-CIVS, G-CIVT e G-CIVX.

Substituídos por aviões mais modernos

Percebe-se que aceleradamente as companhias estão a substituir aviões quadrimotores, com esses sendo substituídos por outros bimotores, mais modernos e com menor consumo de combustível, ainda mais nesse período atual com a crise do Covid-19.

Apesar de ainda ser bastante operado na versão de passageiros, inclusive no Brasil, o Boeing 767 vem sendo substituído por seu irmão mais novo 787. Porém, boa parte dos aposentados são convertidos em cargueiros, devido sua alta capacidade de transporte e autonomia.

Outros aviões como o Boeing 737 MAX (que continua parado aguardando a recertificação), e o Airbus A321neo conseguirão substituir aeronaves como o Airbus A330 e os Boeing 757 e 767 em rotas médias, como é o caso do voo da TAP entre Lisboa (LIS) e Belém (BEL) que passou operar pelo A321neo no lugar do A330.

E para o Boeing 747, a rainha dos céus, passa aos poucos perdendo seu reinado com a sua retirada nas principais companhias aéreas que o utilizava.

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