Como a pandemia tem afetado as grandes fabricantes de aeronaves

Com a atual crise mundial, todo o mercado da aviação tem sentido os efeitos, não sendo diferente com as fabricantes de aeronaves, como Airbus e Boeing. O adiamento e principalmente o cancelamento de encomendas tem sido os maiores problemas enfrentados pelas fabricantes.

Boeing

Após os problemas enfrentados pela fabricante americana em decorrência dos acidentes com o 737 MAX, a atual crise prejudicou ainda mais a situação da Boeing, que optou em paralisar temporariamente todas suas linhas de produção. O retorno está previsto para as próximas semanas, porém, de forma limitada.

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Com o crescente número de aeronaves fora de operação e a incerteza de quando toda a operação será normalizada em todo mundo, varias companhias tem voltado atrás em relação a suas encomendas, gerando assim inúmeros cancelamentos, que já passam de 150 unidades só do 737 MAX. Outros pedidos de cancelamento somam os modelos 737 P-8 (versão militar), 767 cargueiro e 787 Dreamliner.

Uma das empresas a cancelar encomendas junto a Boeing, foi a GOL, cancelando 34 unidades do novo Boeing 737 MAX. A companhia brasileira, possui sete unidades do MAX 8 parados em Confins (CNF) e outros 13 nos EUA já montados, aguardando a recertificação do modelo. A GOL tinha cerca de 130 pedidos totais, dos modelos MAX 8 e MAX 10.

Além disso, a fabricante ainda estuda cortar parte de seu efetivo da sua divisão comercial. Atualmente a Boeing emprega cerca de 160 mil funcionários.

Airbus

Assim como na Boeing, com a Airbus não está sendo diferente, a crise afetou diretamente a fabricante, que reduziu em um terço a produção de aeronaves em suas fábricas. A Airbus informou que seus clientes podem adiar ou cancelar pedidos de aviões e helicópteros diante do atual cenário causado pela pandemia.

A fabricante ainda não recebeu grandes cancelamentos de pedidos como a Boeing, porém, anunciou que adiaria o aumento na produção do jato A220. Além disso, cerca de 20% de seu efetivo na França, o que corresponde a cerca de 3 mil funcionários, entrará em licença. A fabricante emprega cerca de 130 mil pessoas em todo o mundo.

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