Os impactos do Covid-19 para a aviação comercial brasileira – I

A última semana, o mundo passou por reviravoltas devido aos avanços do novo coronavírus Covid-19 em centenas de países. O Estados Unidos por exemplo, foi o país mais radical até o momento, fechando suas fronteiras para viajantes procedentes de vários países da Europa.

Como consequência, o mercado financeiro no Brasil reagiu negativamente com os impactos: as companhias aéreas GOL e Azul protagonizaram como as empresas que mais perderam valor de mercado na Bovespa e o dólar chegou a ultrapassar o valor de R$5.

Ambas companhias aéreas, incluindo também a LATAM, tiveram que realizar seus planejamentos para enfrentar a provável crise que estará chegando nos próximos dias: cancelamentos de voos devido a baixa demanda com clientes cancelando suas viagens, nacionais e internacionais. Todas também abriram processos para licença não remunerada para seus funcionários, para evitar corte de pessoal.

Em forma de resumo, abaixo as principais mudanças realizadas pelas companhias áereas no Brasil (nacionais e internacionais). Você também pode conferir o tópico sobre os impactos do Covid-19 na aviação mundial no Fórum Ponte Aérea by Contato Radar clicando aqui.

Azul

A Azul foi a segunda maior prejudicada com a perda de valor de mercado. Como resultado, a companhia anúnciou vários cortes de voos internacionais, com saídas de Belém (BEL), Campinas (VCP), Confins (CNF) e Recife (REC), sendo:

  • Porto (OPO) – saída VCP;
  • Fort Lauderdale (FLL) – saídas de BEL e CNF;
  • Orlando (MCO) – CNF e REC;
  • Buenos Aires (EZE) – saídas de CNF e REC;

Desta forma, todos os voos internacionais da Azul estarão concentrados em VCP durante os próximos meses.

GOL

A GOL foi a que mais perdeu valor na semana, chegando a mais de 1/3 do seu valor do início da semana. Como consequência, a GOL vem ajustando sua malha internacional, com destaques para as suspensões temporárias das bases de Miami (MIA) e Orlando (MCO). Todos os voos até o momento partem de Belém (BEL), Brasília (BSB), Fortaleza (FOR), Manaus (MAO) e São Paulo (GRU), sendo:

  • Miami (MIA) – saída de BSB;
  • Orlando (MCO) – saídas de BSB e FOR;
  • Cancun (CUN) – saída de BSB e MAO;
  • Buenos Aires (EZE) – saídas de GRU e FOR;
  • Assunção (ASU) – saídas de GRU;
  • Lima (LIM) – saídas de GRU;
  • Santa Cruz de la Sierra (VVI) – saídas de GRU;
  • Paramaribo (PBM) – saída de BEL;

Mais voos poderão entrar na lista de suspensões durante a próxima semana.

LATAM

A LATAM informou ao mercado, que estará reduzindo em 30% seus voos. A única rota anunciada que segue suspensa é entre São Paulo (GRU) e Milão (MXP), porém ainda não há nenhuma informação dos próximos a serem suspensos.

American Airlines

A American Airlines foi a primeira companhia internacional a anunciar suspensão de voos na Argentina, Chile e Brasil. Em Buenos Aires (EZE) a companhia americana estará suspendendo todos os seus voos para Dallas (DFW), Los Angeles (LAX), Miami (MIA) e Nova York (JFK), além do cancelamento definitivo da rota para Córdoba (COR). No Chile, a American vai suspender o trecho entre Santiago do Chile (SCL) e DFW.

No Brasil estará sendo suspensos todos os voos da companhia para São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), são eles:

  • Dallas (DFW);
  • Los Angeles (LAX);
  • Miami (MIA);
  • Nova York (JFK).

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