Crise na Air Italy

Hoje será realizada uma reunião especial de acionistas para decidir o destino da companhia devido dificuldades financeiras em que a mesma está passando, informa a mídia local. A empresa com sede em Milão (Itália) é de propriedade da AQA Holding, que por sua vez, pertence à Alisarda (51%) e Qatar Airways (49%).

Após um lançamento da marca repleto de alarde, em fevereiro de 2018, a Air Italy e a Qatar Airways tinham planos muito ambiciosos: uma frota de 50 aeronaves até 2022. 20 delas seriam aeronaves Boeing 737 MAX novíssimas, que deveriam ser entregues até 2021, como anunciado por um comunicado à imprensa que também indicava a mudança de Meridiana para a marca Air Italy. Muitos dos problemas da Air Italy decorrem da crise do Boeing 737 MAX – afinal, quase metade de sua frota até 2022 deveria ser da aeronave que até agora está em solo ao redor do mundo aguardando liberação dos órgãos regulatórios para voltara voar.

Atualmente, a empresa possui 12 aeronaves, sendo que três delas (25%) são os aviões 737 MAX. O CEO da Qatar Airways, Akbar Al Baker, afirmou que a companhia aérea visa ajudar a Air Italy a se tornar “uma alternativa sustentável de companhia aérea para o povo da Itália” e passageiros de todo o mundo, com a ambição e dedicação à experiência dos passageiros a bordo.

No entanto, a realidade logo surgiu: após um período de crescimento muito ambicioso, incluindo novos vôos para o Aeroporto Internacional de Nova Iorque (JFK) e o Aeroporto Internacional de Miami (MIA) quando a companhia aérea encerrou o último ano com uma perda de US$148,8 milhões. A Qatar Airways teve que absorver US$ 72 milhões das perdas da Air Italy, afirmaram as demonstrações financeiras consolidadas da companhia aérea.

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