ASTA expande sua malha regional e prevê crescimento de 50% em 2020

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A ASTA Linhas Aéreas, companhia aérea regional mato-grossense, tem boas perspectivas em 2020 e prevê um incremento em torno de 50% nos negócios. Os incentivos do Governo Federal e de alguns estados, como a isenção de impostos e redução da alíquota do ICMS sobre os combustíveis, vem ajudando o desenvolvimento da aviação regional do país, inclusive o da companhia.

Em 2019, a ASTA fechou o ano com um faturamento de R$ 14,5 milhões e a projeção é encerrar 2020 com uma receita de R$ 22 milhões; também firmou um acordo comercial de interline com a Azul, desta forma integrando os voos que opera dentro do Estado de Mato Grosso à malha aérea nacional e internacional da Azul, com conexões em Cuiabá. “Para atingir essa meta, nosso plano de expansão prevê a inclusão de novas rotas e a aquisição de mais quatro aeronaves, ainda este ano. Hoje, temos três aviões Cessna Grand Caravan, que é um monomotor de 9 lugares, mas nossa estimativa é adquirir mais duas unidades desse modelo e dois Twin Otter, com 19 lugares”, afirma Adalberto Bogsan, CEO da ASTA.

Em janeiro, iniciou suas operações em Nova Mutum e se prepara para começar os voos em Lucas do Rio Verde, no dia 9 de março, e Sinop, ainda neste primeiro trimestre. Com a inclusão da nova linha, a ASTA passa a operar 70 voos regulares por semana, atendendo 11 cidades mato-grossenses: Água Boa, Aripuanã, Canarana, Cuiabá, Juara, Juína, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste e Tangará da Serra, além de Lucas do Rio Verde.

Além de sua operação no estado do Mato Grosso, a companhia firmou um acordo de intenção de operação com o Governo de Minas Gerais, previsto para começar ainda neste ano. A ASTA também planeja a extensão das linhas de Mato Grosso para Tocantins e Goiás.

“A aviação sub-regional é um segmento com grande potencial de crescimento, e estamos investindo para ampliar nossa malha aérea dentro desse nicho de mercado. Nosso foco é expandir o atendimento em pequenas cidades, onde aviões de maior porte não podem operar devido ao tipo de pistas disponíveis, de 1.000 a 1.600 metros, com restrição de piso e infraestrutura aeroportuária. Com incentivos da ANAC e do governo, a expectativa é alavancar esse segmento nos próximos cinco anos”, comenta o executivo da ASTA. Ainda segundo Bogsan, a projeção da companhia para os próximos 10 anos é passar das três aeronaves atuais para uma frota de 26 aviões.

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