Norwegian Argentina não vende passagens para depois de abril de 2020

Segundo fontes, a Jetsmart estaria interessada em absorver a companhia.

A Norwegian Air Argentina, primeira filial da terceira maior low-cost da Europa, não está vendendo passagens em seus voos domésticos para além de abril de 2020, segundo informações do blog de viagens argentino Sir Chandler.

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A última data disponível para venda no sistema de reservas da empresa é 28 de março de 2020. Apesar do congelamento das vendas das operações domésticas, o voo entre Buenos Aires (Ezeiza) e Londres (Gatwick) segue com as suas vendas para além dessa data.

Segundo matéria do site AirlineGeeks, fontes apontam para negociações entre a Norwegian Argentina e a Jetsmart, que deseja absorver as operações argentinas da Norwegian e operar desde o Aeroparque, aeroporto central de Buenos Aires. O texto afirma que passos formais desse acordo devem ser tomados na primeira semana de dezembro.

Atualmente, a Norwegian é a única low-cost argentina que opera nesse aeroporto — as demais, Flybondi e Jetsmart, operam no aeroporto de El Palomar, afastado do centro da cidade, e que vem sofrendo restrições de horário operacional.

O artigo do AirlineGeeks afirma que há a possibilidade de que uma redução premeditada da janela de reservas — sem cancelar as operações — diminuiria a exposição da empresa à volatilidade econômica argentina. Contudo, considera essa hipótese uma medida “conservadora”, já que as suas concorrentes estão fazendo exatamente o contrário estender as vendas ao máximo de modo a dar liquidez para as operações atuais.

Dessa forma, a hipótese mais forte é de que a matriz da Norwegian, que passa por uma série crise, esteja de fato cortando suas operações dentro da Argentina. A situação econômica local é grave. Além da recessão o país sofreu um choque cambial, e isso afeta diretamente as operações do setor aéreo, que é altamente dolarizado.

Em abril o CEO do grupo Norwegian, Geir Karlsen, já havia demonstrado sua preocupação com as operações domésticas na Argentina, afirmando que “se os planos na Argentina não resultarem como o planejado, também estamos preparados para nos retirar [do mercado].

A Norwegian como um todo vem registrando financeiros negativos há anos, e de modo a se reestruturar vem tomando medidas austeras, abandonando rotas deficitárias e adiando o recebimento de aeronaves, de modo a se concentrar em mercados com margens maiores.

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