MAP e GOL firmam acordo de codeshare

Parceria permitirá que passageiros GOL tenham acesso aos destinos da MAP no Norte do país.

Foi anunciado ontem (27) pelo CEO da MAP Linhas Aéreas, em sua conta do LinkedIn, que a companhia aérea amazonense firmou um acordo de codeshare com a GOL, maior companhia aérea em market-share do país.

É mais um passo nos planos ambiciosos de crescimento da MAP, que atualmente atende 14 cidades no Amazonas e no Pará. Há algumas semanas, a empresa recebeu o seu primeiro ATR 72-500.

Um acordo de codeshare é, na prática, um compartilhamento dos voos de duas companhias aéreas. Por exemplo, um voo operado pela MAP entre Manaus e Tefé, pode ser realizado simultaneamente com código e número das duas empresas parceiras. Isso facilita os negócios das duas companhias, pois agora a Gol terá acesso a novos destinos no Norte do país, aumentando a sua conectividade e as opções para seus passageiros. Da mesma forma, com a nova parceria a MAP poderá eventualmente ter ocupações melhores, tendo um “boost” com as vendas realizadas pela Gol.

Segundo informa o site da Gol, contudo, as vendas de voos operados em parceria com a MAP estão sendo feitas apenas por callcenter, temporariamente. Ainda, os passageiros Smiles Diamante e Ouro terão acesso aos lounges da Gol, bem como poderão fazer despacho único de bagagem, ao comprar passagens MAP-Gol.

Atualmente, a MAP opera com seis aeronaves: três ATR 42-300, dois ATR 72-200 e um ATR 72-500. Opera, atualmente, nas seguintes cidades: Barcelos, Carauari, Coari, Eirunepé, Lábrea, Manaus, Parintins, São Gabriel da Cachoeira e Tefé, no Amazonas; além de Altamira, Belém, Itaituba, Porto Trombetas e Santarém, no Pará.

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Mapa de Rotas da MAP. Foto: divulgação MAP

Se aliar a uma das grandes companhias aéreas do país é uma jogada inteligente da MAP pois, além de aumentar potencialmente o seu número de clientes, a protege de uma competição com muito mais capital e força. Quando assumimos um ponto de vista histórico, a última grande companhia aérea amazônica, a RICO, começou a sua derrocada justamente quando começou a bater de frente com as maiores da época em rotas troncais na Amazônia. Estas, com muito mais dinheiro para queimar, abaixaram vertiginosamente suas tarifas nas rotas em que competiam com a RICO, causando o início da fim da empresa, que hoje opera apenas serviços de táxi aéreo. Como diz o ditado, “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

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